Governo do Estado do Amazonas Fundação de Amparo  a Pesquisa do Estado do Amazonas

Fapeam investe R$ 10 milhões em Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

No Amazonas, a expectativa é criar três institutos para desenvolver pesquisa de alto nível na região

O Edital dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), ganhou a adesão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que vai investir R$ 10 milhões. A expectativa é que, com os recursos, sejam criados três institutos no Amazonas.

Com a parceria, o Edital dos Institutos Nacionais terá R$ 475 milhões, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do CNPq e das fundações estaduais de amparo à pesquisa.

A Fapeam vai participar, no Edital, com R$ 10 milhões, para aplicação em três anos, investimento que incentiva a discussão da instalação de três institutos no Estado, para desenvolver pesquisas em áreas estratégicas para a região. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) vai aplicar R$ 30 milhões, ampliando a participação do Norte no programa.

Para o diretor-presidente da Fapeam e atual presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Odenildo Sena, a iniciativa representa uma fase de transição no sistema de fomento federal para ciência e tecnologia em parceria com as instituições estaduais. “A Fapeam está brigando para trazer institutos nacionais para o Amazonas por entender que eles trarão pesquisas de alto nível para a região”, avalia.

Além dos investidores citados, o novo programa já tem participação garantida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES, por meio do Fundo Tecnológico - Funtec), dos ministérios da Saúde e da Educação e das fundações de amparo à pesquisa de São Paulo (Fapesp), Rio de Janeiro (Faperj) e Minas Gerais (Fapemig).

Dos recursos previstos no Edital, 35% deverão ser destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para o Sudeste e o Sul, estão 50% e 15%, respectivamente.

Pesquisa avançada

Os Institutos Nacionais serão sediados em instituições científicas de excelência, articuladas com grupos de pesquisas e laboratórios associados que trabalharão em parceria. Os convênios terão duração de cinco anos, com recursos definidos para três anos.

No Amazonas, quatro pesquisadores doutores, bolsistas de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa (Nível 1A e 1B), todos vinculados ao Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), estão habilitados a apresentar propostas. “Acreditamos que outros pesquisadores vão se unir para fortalecer as propostas que vão surgir”, avalia Odenildo Sena.

Os pesquisadores habilitados são: Adalberto Val, pesquisador e atual diretor do Inpa, estuda peixes da Amazônia e bioindicadores;  Philip Martin Fearnside, que pesquisa problemas ambientais na região; Niro Higuchi, com estudos na área de manejo florestal; e William Ernest Magnusson, com experiências na área de Zoologia, especialmente com o comportamento animal.

Serão aprovados 25 institutos em áreas estratégicas e 20 em áreas espontâneas. Os recursos serão alocados em três faixas: até R$ 3 milhões, até R$ 6 milhões e até R$ 9 milhões para três anos, para baixa, média e alta complexidade, respectivamente.

Os institutos deverão apresentar propostas em áreas estratégicas, como nanotecnologia, biocombustíveis, biotecnologia, energia renovável, gás, petróleo e carvão, agronegócio, Antártica, programa espacial, mudanças climáticas, saúde, Amazônia e biodiversidade, e tecnologias da informação e comunicação.

Michelle Portela - Agência Fapeam

Publicado em : 19/08/2008