Projeto do Biblos enfatiza a importância das brincadeiras nas comunidades indígenas

07/08/2012 – Como todas as outras, as crianças indígenas de uma tribo dos Sateré-Mawé que fica próximo a Manaus também gostam de passar o dia brincando, inclusive levando essas brincadeiras ao espaço escolar. Retratar este cotidiano é o objetivo da obra ‘Infância, Brincadeira e Educação: Reflexões sobre a criança e a escola indígena Sateré-Mawé’, do mestre em Educação Física e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), João Luiz da Costa Barros, que na obra irá investigar a relação existente entre a legislação e as políticas públicas para a educação escolar indígena com a realidade da escola Tupanã Yporó, no quilômetro 40 da estrada que liga Manaus ao município de Iranduba.

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O projeto de publicação do livro foi aprovado no último edital do Programa de Apoio a Publicações Científicas (Biblos), que recebe incentivos do Governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Barros escolheu o tema de sua publicação por dois motivos. O primeiro foi devido a sua experiência como docente na educação infantil, na capital Manaus e também no interior. O segundo veio quando ele na UEA de Parintins foi orientador do projeto ‘Jogos como forma de aprendizagem em uma escola da zona rural do município de Parintins’, do indígena da etnia Sateré-Mawé Elias de Souza Menezes.

“A partir daí surgiu a minha curiosidade epistemológica, pois era um tema a princípio desconhecido pelo meu contexto vivencial, mas ao mesmo tempo desafiador para produção de um novo conhecimento. A curiosidade me levou a pesquisar sobre o tema. Identificar a importância das brincadeiras, que nas aldeias fazem parte do processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças indígenas nos seus contextos sociais e culturais”, afirmou.

Com a base pronta e alguns estudos, o professor submeteu o projeto de pesquisa ao curso de doutorado da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), onde foi aprovado. Segundo Barros, o livro, que é o resultado de seus estudos, vai trazer uma aproximação histórico-social e também cultural entre a sociedade contemporânea e a sociedade indígena.

O objetivo é fazer com que as pessoas conheçam de fato como está esse processo da presença da escola na educação indígena. “O livro vai ser direcionado aos estudantes, professores e pesquisadores da educação básica ao Ensino Superior. Ele irá contribuir para que as pessoas possam entender a importância das brincadeiras na educação”, afirmou.

De acordo com o professor, o objetivo do livro é levar conhecimento não só para o mundo acadêmico, mas para toda a sociedade. Assim, alguns exemplares estarão disponíveis nas livrarias e outros serão doados para instituições de ensino como universidades, bibliotecas, escolas municipais e estaduais, para que estudantes e outras pessoas possam ter acesso.

Apoio da FAPEAM

Para o pesquisador, a FAPEAM é uma instituição que teve um papel muito importante para sua formação profissional. Hoje a FAP é uma instituição que representa uma pedra fundamental na produção e divulgação do conhecimento. “Antes, o pesquisador amazonense enfrentava muitas dificuldades para realizar uma pesquisa. Hoje podemos ver que passamos por mudanças muito grandes no nosso Estado e a FAPEAM é a grande responsável por isso. Por meio da Fundação, temos a oportunidade de produzir conhecimento. Diferente de antes, coletamos os dados, conhecemos a realidade e a publicamos. A FAP nos permite refletir de maneira densa, profunda, científica para entendermos essa realidade”, disse.

Sobre o Biblos

Este programa, realizado pela FAPEAM, consiste em apoiar a publicação de livros, manuais, número especial (temático) de revistas e coletâneas científicas nos seguintes suportes: papel, mídia eletrônica e digital no Estado do Amazonas.

Rosa Doval – Agência FAPEAM


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