Oficinas interativas movimentam atividades da FAPEAM na 64ª SBPC

26/07/2012 – São Luís (MA) –  Uma oficina de como produzir caixas e embalagens a partir do papel de guaraná movimentou o estande da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) nesta quinta-feira, 26/07, na mostra científica de instituições (ExpoT&C), em São Luís (MA), no âmbito da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Maranhão.

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/O projeto ‘Papel de Guaraná’, financiado pelo Governo do Estado do Amazonas, via FAPEAM e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas (Pappe Subvenção/Finep Amazonas), foi um dos exemplos de pesquisas levadas à 64ª Reunião Anual da SBPC, alinhada à temática do evento ‘Cultura e Saberes Amazônicos para o Enfrentamento da Pobreza’.

A coordenadora do projeto, Maria Salete Rocha, explicou ao público presente sobre a produção do papel a partir de resíduos do fruto amazônico e ensinou os passos básicos para a confecção de embalagens especiais a partir dessa matéria-prima inovadora.

O universitário Saulo Rocha, membro da comunidade negra quilombola Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru-Mirim (MA), participou da atividade no estande do Governo do Amazonas e ficou surpreso com o resultado obtido a partir do papel de guaraná.  “Achei muito importante essa iniciativa, pois apresenta uma maneira de aproveitar os resíduos do guaraná e ainda gerar oportunidades de renda para comunidades”, afirmou.

Sobre o projeto

Realizado pela empresa Reciclagem de Fibras da Amazônia (Refiam), o projeto teve o investimento da ordem de R$ 106 mil advindos da FAPEAM e Finep. Salete Rocha afirmou que o papel reciclado possui cerca de 30% de resíduo (casca e casquilho) do guaraná e seu pigmento. O papel dá origem a diversos produtos acabados, tais como kits para eventos, kits de treinamento, kits corporativos e executivos, embalagens, cartões e caixas.

De acordo com Rocha, a empresa além de reciclar e produzir também expôs ao mercado a preocupação com a questão ambiental mostrando que seu principal objetivo é contribuir diretamente com o reaproveitamento dos resíduos do guaraná, de forma a evitar que rios e igarapés sejam poluídos.

“As pessoas estão admiradas, porque é uma inovação no segmento de papéis. E aqui podemos mostrar para os visitantes da SBPC, o trabalho desenvolvido na região amazônica”, destacou. 

Por Cristiane Barbosa – Agência FAPEAM

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