MCTI quer criar uma política de parques tecnológicos para a Amazônia
24/07/2012 – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação pretende implantar parques tecnológicos na Amazônia. A informação foi divulgada após o titular da pasta ministerial de CT&I participar da solenidade de abertura do Fórum conjunto dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). O Fórum integra as atividades paralelas da 64ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até o próximo dia 27, em São Luís, capital do Maranhão.
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Um aspecto que o ministro Marco Antônio Raupp fez questão de frisar foi quanto à adoção de alternativas viáveis que possam ser desenvolvidas levando em consideração as potencialidades da região e os saberes tradicionais dos povos amazônidas. “Queremos utilizar os conhecimentos tradicionais que existem nessas regiões sobre os elementos da biodiversidade para desenvolver novos negócios”, afirmou.
Raupp disse que a ideia é oferecer orientação às populações ribeirinhas, seja por meio de engenheiros ou biólogos, por exemplo, de maneira que possam desenvolver novos modos de produção. “O paradigma, agora, para o desenvolvimento do País é promover crescimento econômico, gerar produtos, processos, serviços, mas com inclusão social”, disse o ministro, ressaltando que essa política deve se pautar pela lógica da sustentabilidade ambiental.
As ações iniciais em torno da criação de uma política de parques tecnológicos para a Amazônia já foram definidas. Em setembro, o ministro estará em Manaus para tratar sobre o assunto com diversos atores. Antes disso, no mês de agosto, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Álvaro Prata, realizará reunião com a reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Márcia Perales, também sobre o tema.
“A Amazônia é muito estratégica para o governo federal, por isso, precisamos cada vez mais estimular a vocação local, porém, essas políticas só podem ser estabelecidas a partir de uma identidade própria e só é possível conseguir essa identidade quando parceiros e responsáveis pela criação e consolidação dos parques são atores locais”, destacou Prata, o qual disse ainda que outras agendas estão previstas ainda para este ano na capital amazonense para tratar sobre a questão.
Fonte: Ciência em Pauta/Secti-AM, por Lisâ
ngela Costa