Engenharia: Legislação atual atrapalha avanço tecnológico no País, afirmam especialistas

20/07/2012 – A utilização de novas tecnologias de sustentabilidade está cada vez mais presente na Engenharia mundial. Além de construções que diminuam os impactos ambientais, especialistas apontam questões como inovação e o uso de novas tecnologias com custos e preços compatíveis como um dos principais temas a serem discutidos para o avanço da Engenharia no Brasil. No entanto, o avanço do setor acaba esbarrando na burocracia dos processos de licitação e construção. É o que afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady.

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"Nós estamos investindo profundamente na inovação tecnológica com todos os conceitos da sustentabilidade. Acho que esse é um novo momento, é um novo futuro. Significa uma mudança profunda em todo o processo. No momento em que eu falo de sustentabilidade, eu estou falando não à informalidade, não à burocracia, sim a uma reforma tributária que estimule a inovação e a inovação tecnológica, sim à desburocratização dos órgão públicos, enfim, mudança do processo de licitação e de construção", disse.

Para o conselheiro federal do Confea, Luiz Ary Romcy, a forma como as licitações são realizadas no País compromete a qualidade das construções.

"Você pode admitir também um pregão para contratar serviço de engenharia com menor preço. O menor preço arrasta tudo que é ruim. Menor preço, custo menor inicial, mas os custos operacionais aumentam muito a durabilidade das construções. Então se incentiva tudo a se usar ruim. Você investindo no planejamento no projeto inicialmente, você está garantindo uma qualidade preventiva para que evite os problemas futuros de paralisação de obras, de mau material, de tudo", afirmou.

Outro importante ponto para o avanço do setor da Engenharia é a qualificação profissional. Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o Governo Federal tem investido em programas de capacitação para aumentar o número de vagas para profissionais que atuam na área da engenharia.

"Eu acho que essa é uma preocupação do setor privado que tem muitos investimentos a fazer e a mão de obra começa a ficar escassa. Por isso que a presidenta Dilma lançou ano passado o Pronatec criando 8 milhões de vagas até 2014 para ensino técnico e capacitação profissional porque o País precisa muito disso, esse é um fator essencial para a nossa competitividade", disse.

Em novembro, engenheiros de todo o País vão se encontrar em Brasília, durante a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia para discutir temas relacionados aos avanços e desafios da Engenharia e da legislação do setor. Para mais informações, acesse o site do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia no endereço: www.confea.org.br.

Fonte: Leandro Aislan, via Amazonas Notícias


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