Desenvolvimento sustentável da Amazônia é tema de debates na Rio+20

16/06/2012 – Rio de Janeiro – RJ – A região amazônica precisa de um modelo próprio de sustentabilidade. Essa foi uma das ponderações de pesquisadores durante o Fórum sobre C,T&I para o Desenvolvimento Sustentável, organizado nesta semana pelo International Council for Science (ICSU), na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), no âmbito da programação da Conferência das Nações Unidas – Rio+20.

A mesa, intitulada ‘Science, Technology and Innovation for the Sustainable Development of Amazonia: A Brazilian perspective’, teve como base as análises do livro ‘Amazônia: desafio brasileiro do século XXI – a necessidade de uma revolução científica e tecnológica’, produzido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Durante os debates, a renomada geógrafa e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade e Uso da Terra da Amazônia, Bertha Becker, abordou sobre a importância de conhecer de forma mais aprofundada a região, rica em recursos naturais. “Ainda não está evidente a convergência entre economia verde e erradicação da pobreza”, disse.

Nesse sentido, em entrevista exclusiva à Agência Fapeam /revista Amazonas Faz Ciência, Marco Antônio Raupp, afirmou que a ideia do ministério é estimular a criação de empresas na Amazônia, sobretudo na área da biotecnologia para aproveitar os recursos da biodiversidade na produção de medicamentos, cosméticos e alimentos, usando a ciência para utilizar a biodiversidade de forma sustentável. “Podemos ser líderes nessa área, usando a ciência para utilizar a biodiversidade de forma sustentável”, declarou.


Telecomunicações

A necessidade de interconectar a Região Amazônica e potencializar a capacidade científica foram dois pontos ressaltados, durante os debates, pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre. "É um imenso espaço, vazio em termos de telecomunicações".
Nobre comemorou o fato de atualmente haver muitos cientistas em posições políticas de destaque no Governo, mas afirma que, no caso da Amazônia, ainda é preciso investir em bases científicas estruturais, criando mais empresas, universidades, laboratórios e um parque tecnológico.

 
Agência Fapeam, com informações de
Clarissa Vasconcellos/Jornal da Ciência

 


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