Contribuição da ciência para o mundo é destaque no Senado

A construção de um futuro melhor foi o tema que dominou os discursos na audiência pública ocorrida nesta quinta-feira, dia 12, em celebração ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, comemorado em 10 de novembro.

A audiência conjunta de seis comissões permanentes do Senado foi realizada no Plenário. Os trabalhos foram abertos pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado.

O Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento representa, segundo a Unesco, uma oportunidade para que se reflita sobre a função que a ciência desempenha na construção de um mundo melhor. O objetivo é reiterar, na data, o compromisso de fortalecer a consciência pública do papel da ciência na promoção de sociedades sustentáveis e pacíficas.

"A questão fundamental é criarmos um mundo em que os governantes e a sociedade tenham o bom senso e o compromisso de fazer do conhecimento científico um elemento para a harmonia dos povos e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas", afirmou o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, um dos palestrantes da audiência pública.

No discurso, Raupp frisou que a ciência é um elemento neutro e a questão é o uso que se faz dela. "Que a ciência seja a propulsora do desenvolvimento em suas faces mais relevantes: a econômica, a social, a cultural e a ambiental. E quero crer que talvez estejamos muito próximos desse momento", afirmou, antes de saudar senadores e chamar a todos para o lançamento do movimento pela educação pública de qualidade, na Universidade de Brasília (UnB), nesta sexta-feira.

Já o chefe da assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, José Monserrat Filho, ressaltou a importância da paz permanente e sustentável entre as nações na construção de um futuro melhor. "Esse é o grande desafio do século XXI: como conseguir a paz e o desenvolvimento ou enfrentaremos problemas hoje inimagináveis", garantiu.

O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, leu mensagem do diretor geral da instituição, Koichiro Matsuura, para quem há sinais de que, no futuro, a tendência seja a criação de um sistema econômico ecológico, apoiado no desenvolvimento sustentável, para abordar desafios em matéria social, econômica, cultural e ambiental.

"Neste Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento, peço que a comunidade internacional promova o papel da ciência como vetor fundamental para a recuperação econômica do mundo. Que persista na busca por uma economia ecológica por meio da ciência e tecnologia, trabalhando conjuntamente com o objetivo de mudar mentalidades", dizia a mensagem.

Nesse sentido, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, defendeu a ciência como fundamental para o desenvolvimento em bases sustentáveis e como uma "diplomacia do bem". "A geopolítica científica é muito mais palatável, muito mais tratável como um elo de entendimento entre os povos. Há uma tradição muito antiga de colaboração entre os cientistas e isso facilita o diálogo entre as nações se a ciência é colocada como um fator importante de progresso mútuo e múltiplo", disse Palis, destacando que a cooperação deve ser feita com base na solidariedade, no lugar da ideia de "ajuda".

Também compuseram a mesa da audiência no Plenário do Senado a diretora da Estação Ciência da Universidade de São Paulo, Roseli de Deus Lopes, e a coordenadora mundial do Programa de Educação Científica da Unesco, Beatriz Macedo.

(Jornal da Ciência com informações da Agência Senado)


Visão geral de privacidade

Utilizamos cookies para permitir uma melhor experiência em nosso website e para nos ajudar a compreender quais informações são mais úteis e relevantes para você. Por isso é importante que você concorde com a política de uso de cookies da FAPEAM - Fundação de Amparo e Pesquisa do Amazonas. Você pode encontrar mais informações sobre quais cookies estamos utilizando em configurações.