Biodiversidade e Bioeconomia é tema de workshop entre Brasil e Reino Unido

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) sediará, no período de 02 a 06 de junho, o Workshop Brasil-Reino Unido de Biodiversidade e Bioeconomia. O encontro, coordenado pelo Inpa e pela Kew Gardens, contará com palestras e debates entre pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa brasileiras e inglesas.

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A programação inicia na tarde da próxima segunda-feira (02/06) com uma visita à Reserva Adolpho Ducke, no bairro Cidade de Deus, na zona Norte da capital. A abertura oficial no workshop será realizada na terça-feira (03/06), às 9h, no auditório do Bosque da Ciência, no Inpa, onde os pesquisadores apresentarão suas instituições e as definições de abordagens pretendidas nos estudos de bioeconomia e diversidade.

Na quarta (04/06) e quinta-feira (05/06) serão realizadas reuniões em grupos de interesse para propor projetos em parcerias multi-institucionais. A diretora-presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), Maria Olívia Simão, entregará uma placa e um diploma de menção honrosa ao pesquisador britânico Ghillean Tolmie Prance. A homenagem ocorrerá na quarta-feira e foi aprovada pelo Conselho Diretor da Fundação.

“Ele tem uma história de parceria com o Brasil e foi o precursor na formação de vários pesquisadores no Inpa na área de botânica. Por este motivo, o Conselho Diretor da FAPEAM irá homenageá-lo pelos 50 anos de parceira com o Inpa e pela relevante contribuição à pesquisa no País”, disse Olívia.

Segundo a assessoria de comunicação do Inpa, o workshop encerrará na sexta-feira (06/06) com a apresentação do relatório final das discussões e as proposições ao longo do evento.

Demandas

De acordo com um dos organizadores do workshop e pesquisador do Inpa, Niwton Leal Filho, a reunião tem como objetivo identificar a demanda de pesquisas em Bioeconomias e biodiversidade, além de temas e projetos de pesquisa de interesse comum, que possam concorrer aos editais a serem abertos pelas diversas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) do País com recursos provenientes de fundos do Reino Unido e Brasil, totalizando 18 milhões de libras  anuais ao longo de três anos.

“A Bioeconomia envolve as inovações aplicadas no campo das ciências biológicas, abrangendo o desenvolvimento de produtos e processos biológicos nas áreas da saúde humana, da produtividade agropecuária e extrativista, necessitando para isso de novas abordagens da biotecnologia”, disse Leal.

As áreas prioritárias a serem apoiadas são segurança alimentar, cidades do futuro, bioeconomia e doenças negligenciadas; aquelas doenças que não só prevalecem em condições de pobreza como também contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade por representar importante entrave ao desenvolvimento dos países, a exemplo da dengue, malária, doença de chagas, leishmaniose e tuberculose.

Segundo o pesquisador, as oportunidades para o crescimento mundial da Bioeconomia estão relacionadas ao aumento da população e ao seu envelhecimento, ao aumento da renda per capita, à necessidade de ampliação da oferta de alimentos, saúde, energia e água potável e seus efeitos sobre as mudanças climáticas. Esse cenário indica, segundo ele, a oportunidade do Brasil se tornar uma potência competitiva no setor e de distribuir renda às populações que detêm conhecimentos tradicionais e que praticam a exploração sustentável dos recursos biológicos.

“Isso exige pesquisas, planejamento e políticas assertivas, que busquem melhores alternativas no uso de recursos naturais e organização da atividade econômica, sem comprometer a sustentabilidade do ecossistema”, disse Niwton Leal Filho.

 

 

Camila Carvalho – Agência FAPEAM,

Com informações da assessoria de comunicação do Inpa.

 


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