FAPs brasileiras assinam documento com instituições científicas do Reino Unido para apoiar ações de mobilidade

Rio Branco – (AC) – As Fundações de Amparo à Pesquisa do Brasil e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) acordaram, na manhã desta terça-feira (22), em assinar um memorando de entendimento com a Academia de Ciências Médicas (Academy of Medical Sciences), a Academia Britânica (Britsh Academy), a Real Academia de Engenharia (Royal Academy of Engineering) e a Sociedade Real (Royal Society) para apoiar ações de mobilidade, intercâmbio e de pesquisas entre instituições e universidades brasileiras e britânicas no âmbito do Fundo Newton, e a formalização de uma chamada conjunta com o Research Councils UK (RCUK).
Siga a FAPEAM no Twitter e acompanhe também no Facebook
A adesão ao memorando e a formalização da chamada conjunta foi discutida durante a programação do Fórum do Confap, realizado nesta segunda e terça-feira (21 e 22), no Holiday Inn, em Rio Branco (AC), no âmbito das discussões sobre as cooperações internacionais, especialmente, com o Fundo Newton (UK).
A diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), Andrea Waichman, participou das discussões e sinalizou o interesse da FAPEAM em aderir ao memorando e a chamada conjunta para o desenvolvimento das pesquisas.

O representante do consulado britânico, Diego Arruda, afirmou que o Reino Unido já realiza pesquisas em parceria com as universidades e institutos de pesquisas brasileiros em cinco linhas estratégicas. “No Reino Unido existem iniciativas de cooperação e, agora, é só a questão de alinhar com as Fundações de Amparo à Pesquisa brasileiras para iniciar as atividades”, disse.
Segundo a diretora-presidenta da FAP de Goiás (Fapeg), Zaira Turchi, as Fundações que aderiram ao memorando de ações de mobilidade e intercâmbio de pesquisadores têm de lançar chamadas em fluxo contínuo a partir de agosto deste ano.
Na reunião de Brasília, foram propostas duas modalidades de parceria para que atendessem às demandas das FAPs, explicou Turchi. A primeira, com bolsas no valor de R$ 7 mil para atrair jovens pesquisadores britânicos e de R$ 10 mil para pesquisadores com mais de 10 anos de doutorado, para um período de seis a 36 meses para a realização de pesquisas em instituições brasileiras.
Sobre a segunda modalidade, Turchi disse que é referente às missões de pesquisadores brasileiros no Reino Unido, com duração de sete dias a três meses. Para missões até 15 dias, serão pagas passagens aéreas, seguro saúde e diárias, segundo o valor estabelecido em cada Estado. Para as missões de 16 dias a três meses, o apoio compreende passagens aéreas, seguro saúde e bolsa no valor de R$ 7 mil mensais. “As duas modalidades abrangem propostas em todas as áreas do conhecimento”, salientou.

Chamada conjunta
Os diretores-presidentes da FAPs brasileiras também formalizaram a intenção de lançar uma chamada conjunta, por meio do Fundo Newton, com a Research Councils UK (RCUK) para o desenvolvimento de pesquisas em cinco áreas prioritárias. São elas: Saúde; Transformação urbana; interações entre alimentação, energia, água e meio ambiente; biodiversidade e ecossistemas; e desenvolvimento econômico e bem-estar.
As propostas terão de ser apresentadas na plataforma da RCUK até outubro e serão analisadas até dezembro deste ano, segundo o diretor-presidente da FAP de Minas Gerais (Fapemig), Mário Borges.
Fórum Confap
A programação do Fórum do Confap segue até a tarde desta terça-feira (22). O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, é esperado para participar do encerramento do Fórum. Serão realizadas apresentações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de palestras com representantes de órgãos relacionados à pesquisa da França e Reino Unido, países com os quais foram assinados acordos de cooperação internacional.
Camila Carvalho – Agência FAPEAM