Diretora-presidenta da FAPEAM fala, durante a 66ª SBPC, sobre a fixação de doutores na região amazônica

Diretora-presidenta da FAPEAM, Maria Olívia, fala sobre a fixação de doutores na região amazônica durante 66ª SBPC. Foto: Érico Xavier/Agência FAPEAM.

Rio Branco (AC) – Um dos desafios para a ampliação dos recursos humanos especializados no Brasil, especialmente na região amazônica, é estimular a fixação de doutores. Na tarde desta quarta-feira (23), gestores de instituições da região Norte discutiram com pesquisadores e acadêmicos o cenário para formação de doutores no País, especialmente na região Norte.

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As discussões foram travadas na mesa-redonda “Amazônia: o desafio da formação e fixação de doutores” realizada durante a programação da 66ª Reunião Anual SBPC, realizada de 22 a 27 de julho em Rio Branco (AC), na Universidade Federal do Acre (Ufac).

Segundo o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Ufac, Josimar Batista Ferreira, o grande desafio para formação e fixação de doutores na Amazônia é a disparidade de investimentos com as demais regiões do País. “Precisamos de mais investimentos e infraestrutura de pesquisa. A Amazônia precisa de um diferencial, de uma política para daqui a 20 anos”, disse.

De acordo com dados do Mapa de Investimentos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estão vigentes, com aporte financeiro do CNPq, 82 bolsas de Doutorado no Amazonas, oito de Pós-Doutorado e três específicas para a fixação de doutores no Estado.

O diretor do Instituto de Pesquisa Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz), Sergio Luz, afirmou que a formação e a fixação de doutores na Amazônia, especialmente no Amazonas, pode ser definida antes da criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e após a criação da Fap no Estado.

Ele reafirmou que o número de doutores na região é baixo, mas conclamou gestores e acadêmicos a olhar este cenário como uma oportunidade para mudanças. “O número baixo de doutores é um problema ou uma oportunidade? Temos também que ver as coisas dessa forma. Que os gestores das instituições também comecem a ver isso como oportunidade”, disse Sérgio Luz. 

Planejamento estratégico

A diretora-presidenta da FAPEAM, Maria Olívia Simão, participou da mesa-redonda como palestrante e defendeu um planejamento estratégico e trabalho em cooperação entre instituições para que sejam definidas, entre outros, agendas prioritárias para o desenvolvimento da região.

“Temos que ter integração no planejamento estratégico. Mas, nem tudo é fruto de uma única instituição ou Fundação, tem de existir um trabalho integrado entre as diversas instituições. Se nós não tivermos uma ação de impulsão, de reconhecer a oportunidade para desconcentrar e buscar comportamentos estratégicos e/ou outras configurações para que outras excelências possam surgir no País”, disse Maria Olívia.

Na oportunidade, ela falou sobre os investimentos e as ações da FAPEAM, desde 2003, para formação e fixação de doutores no Estado e na região amazônica. Dentre os Programas da FAPEAM para formação e fixação de doutores estão os Programas de Apoio à Publicação de Artigos Científicos (Papac); Estratégico de Ciência, Tecnologia & Inovação nos Programas de Pós-Graduação do Estado do Amazonas (PECTI/AM-PG) e de Apoio ´à Excelência Acadêmica (Pró-Excelência).

“Daqui para frente precisamos acelerar estrategicamente a formação de recursos humanos, ter uma aproximação mais incisiva com o setor produtivo e intensificar dos esforços internacionais. Laboratórios ficam obsoletos, equipamentos quebram. Precisamos formar recursos humanos”, disse a diretora-presidenta da FAPEAM.

Sobre a SBPC 2014

Durante os cinco dias da 66ª Reunião Anual da SBPC também estão previstas atividades voltadas para os estudantes do ensino básico (SBPC Jovem), uma mostra de ciência e tecnologia (ExpoT&C) e a apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à cultura (SBPC Cultural).

Veja a programação da 66ª Reunião da SBPC

Neste ano, o diferencial da Reunião será a realização do ‘Dia da Família na Ciência’, no final de semana, e debates a respeito da temática indígena, além da realização de rituais e apresentações musicais de povos indígenas do Brasil, Bolívia e Peru.

As principais associações científicas dos Estados Unidos, da China, da Europa e da Índia, além de pesquisadores renomados da América Latina, também estarão na reunião participando de debates sobre temas de impacto em política científica.

Camila Carvalho – Agência FAPEAM


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