Amazônia emite menos carbono do que especialistas imaginavam

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) comprovou que a Amazônia emite menos carbono do que imaginavam os especialistas. Ou seja, os dados atuais sobre as emissões de carbono pela floresta eram superestimados. É o que explica o doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciências de Florestas Tropicais (CFT/INPA), Euler Melo Nogueira, que defenderá sua tese amanhã (12/02), às 15h, na sala de seminários da biblioteca do Instituto. Ele disse que as informações poderão ser utilizadas pelo governo do estado na formulação de políticas públicas, principalmente, em relação aos serviços ambientais da floresta.

Intitulado “Densidade de madeira e alometria de árvores em florestas do arco do desmatamento: Implicações para biomassa e emissão de carbono a partir de mudanças de uso da terra na Amazônia brasileira”, o projeto foi desenvolvido sob a coordenação do cientista Phillip Fearnside e teve como objetivo determinar o quanto à região do arco do desmatamento (Sul do Amazonas) emite, realmente, de carbono para a atmosfera. O trabalho corresponde à segunda tese de doutorado do Programa CFT, o qual foi implantado em 2004.

Segundo Nogueira, não havia dados sobre as emissões de gases do efeito estufa no arco do desmatamento, onde predomina as emissões. Com a metodologia desenvolvida os números diminuíram em 24 milhões de toneladas de carbono, o que equivale a duas vezes as emissões de carbono emitidos pelo município do Rio de Janeiro com todas as suas fábricas e automóveis.    

“Foram aplicadas uma série de correções e cálculos para determinar quanto de carbono existe armazenado na floresta amazônica. Somente o Estado do Amazonas tem uma reserva de 24 bilhões de toneladas, tanto abaixo quanto acima do solo, enquanto a Amazônia Legal concentra 54,9 bilhões de toneladas”, explica.

Ascom do Inpa


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