Amazônia perdeu 207 km² de floresta no último bimestre de 2011
03/02/2012 – A floresta amazônica perdeu 207,59 km² de cobertura vegetal em novembro e dezembro de 2011, de acordo com novos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
O Pará foi o Estado recordista no desmatamento, com 58,56 km², seguido pelo Mato Grosso, com 53,81 km². Os números são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), um sistema de monitoramento do Inpe.
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Eles representam um salto de 54% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, o Inpe diz que essa comparação não é correta.
Segundo o instituto, a grande quantidade de nuvens fez com que 44% das observações da Amazônia pelo Deter fossem inviabilizadas.
Entre os meses de novembro e abril, acontece a chamada época de chuvas na Amazônia, o que torna mais difícil a observação por satélites devido à quantidade de nuvens que cobrem a região.
Confira os relatórios mensais completos, clique aqui.
Sobre o Deter
O Deter utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.
A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, o que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.
Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
Os alertas produzidos pelo Deter servem para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados quase que diariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
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Fontes: Folha de São Paulo e Inpe