Bolsistas JCA gravam reportagem para o Fantástico
Bolsistas do programa Jovem Cientista Amazônida (JCA) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) gravaram, na manhã desta quinta-feira (04), reportagem para o Fantástico, programa veiculado às noites de domingo pela Rede Globo, que deverá ser apresentado no próximo dia 14 de dezembro.
Alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual Dom Jackson Damasceno, no bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus, os bolsistas integram o projeto “Jovens multiplicadores de educação ambiental: conhecendo, recuperando e valorizando o corredor ecológico do Sesi – Manaus”, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pela pesquisadora Fabiana Souza, bióloga e doutoranda em Biotecnologia, com bolsa Fapeam.
Com dois anos de atividades, o projeto que visa à educação ambiental das comunidades que moram no entorno da floresta do Serviço Social da Indústria (Sesi), que se estende por cerca de 60 hectares, também na zona Leste, pressionada pela constante expansão urbana, foi proposto por Fabiana, que é professora da escola, à Seduc e à Fapeam após várias tentativas de tentar envolver a comunidade e outros órgãos na iniciativa.
“Se não houver sensibilização da comunidade oferecendo uma alternativa de uso, seja explorando recursos naturais ou tornando os filhos deles jovens pesquisadores, não vamos conseguir conscientizar”, avalia Fabiana, ressaltando o impacto financeiro do programa JCA, ao oferecer bolsas de pesquisa a estudantes.
Ao escolher oferecer oportunidades de pesquisa, atualmente, Fabiana mantém um grupo de pesquisa com cinco bolsistas JCA, duas professoras, três alunos de graduação em Biologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e pesquisadores da pós-graduação do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).
Na manhã desta quarta, os bolsistas e parceiros apresentaram as experiências que estão realizando na floresta, como a identificação e preservação de espécies, à equipe de reportagem da TV Globo, que aborda experiências de preservação ambiental idealizadas e executadas na rede pública de ensino.
Para Romário Ribeiro, 15, o projeto já ofereceu uma nova expectativa de vida. “Tenho grande interesse em continuar como pesquisador, mesmo porque já me vejo como um profissional de biologia”, afirma.
Mayra Tathianne Guimarães, 14, reconhece que atuar como multiplicadora é mais fácil do que parece. “Desde que começamos a atuar no projeto, começamos a reproduzir o que aprendemos em casa e na escola, com ações simples, como usar menos água e reciclar o lixo”.
Recentemente, a Escola Estadual Dom Jackson Damasceno foi reconhecida por suas ações em educação ambiental com o prêmio “Construindo a Nação”, oferecido pelo Sesi a iniciativas de todo o País. Além desse prêmio, os acadêmicos de biologia que integram o projeto JCA foram destaque no 1º Simpósio de Conservação da Ufam, classificados entre os melhores painéis.