Brasil e Reino Unido assinam novos acordos de ciência e tecnologia

02/10/2012 – A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, assinaram, em Brasília, no dia 28/09, três novos acordos ligados à área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Eles preveem a ampliação do número de alunos enviados ao Reino Unido pelo Programa Ciência sem Fronteiras (CsF); a cooperação entre a empresa BG E&P e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI); e o desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos científicos relacionados ao setor de petróleo e seus derivados.

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“O tema central da parceria entre o Brasil e o Reino Unido é a CT&I, aspecto essencial para melhoria dos níveis de competitividade da economia brasileira e certamente da economia inglesa”, afirmou a presidenta, durante cerimônia de assinatura realizada no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Dilma reiterou o compromisso de intensificar a cooperação na área energética. “Isso significa que queremos explorar todas as oportunidades de desenvolvimento conjunto, seja na área de petróleo e gás, seja na área de energias renováveis”, disse. Ela destacou a intenção de aproveitar o conhecimento do Reino Unido em energia eólica.

Ciência sem Fronteiras

No âmbito do Ciência sem Fronteiras está prevista a ampliação do número de estudantes nas modalidades Doutorado Pleno e Doutorado-Sanduíche, nas áreas ligadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

“Com o desenvolvimento socioeconômico e tecnológico, nós temos certeza de que teremos um campo muito importante de cooperação”, comentou Dilma. “Isso está relacionado com uma política de efetiva capacitação profissional e de conhecimento, e por isso eu agradeci ao primeiro-ministro Cameron pela disposição do governo britânico em acolher, até 2014, 10 mil bolsistas brasileiros nos níveis de graduação e pós-graduação.”

O documento inclui a participação dos alunos em cursos preparatórios de proficiência durante três a seis meses, antes do ingresso nas universidades britânicas, se houver necessidade. Também define o repasse de verba do Reino Unido, no valor de £ 5.000 por ano, para custeio de pesquisa de cada estudante. Foi estabelecida ainda uma comissão de revisão anual, para monitoramento do progresso dos participantes no programa.

Energia

Alinhado ao Ciência sem Fronteiras, o acordo de cooperação entre BG E&P e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPq) tem como objeto estabelecer responsabilidades e regular os procedimentos relacionados à cooperação para o desenvolvimento de projetos e atividades acadêmicas no campo da pesquisa científica e tecnológica.

Pelo compromisso, a empresa britânica concederá recursos complementares às bolsas de estudo a serem oferecidas pelo CNPq a estudantes de doutorado (pleno e sanduíche) e pesquisadores de pós-doutorado, de acordo com as diretrizes do programa brasileiro.

O acordo contempla ainda o copatrocínio da BG E&P a bolsas de estudo, que serão oferecidas pelo CNPq, a estudantes e pesquisadores para projetos de pesquisa e desenvolvimento que envolvam a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade de Aberdeen (UoA). As modalidades previstas na iniciativa são Doutorado Pleno, Doutorado Sanduíche e Pós-Doutorado.

Petróleo e gás

O terceiro acordo prevê o desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos científicos relacionados ao setor de petróleo e seus derivados e gás natural. O objetivo é estabelecer um convênio entre a empresa BP Energy do Brasil e Universidade de Brasília (UnB), para negociar atividades e projetos a serem executados na bacia do Parnaíba, no Nordeste do Brasil.

Em seu comunicado, a presidenta Dilma anunciou também os temas que serão incluídos na parceria bilateral. “Concordamos em expandir a cooperação em setores como biotecnologia, biofármacos, nanotecnologia, tecnologia da informação e comunicação, tecnologias limpas e tecnologia da defesa”, listou. Ela mencionou que o Brasil pretende avançar na área de divulgação e educação para ciência, com a instalação do Museu da Ciência, nos moldes do existente em Londres.

Novos temas

Em reunião anterior aos anúncios, os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Educação (MEC), Marco Antonio Raupp e Aloizio Mercadante, abordaram novos temas para ampliação da parceria entre o Brasil e Reino Unido com o ministro das Universidades e Ciência britânico, David Willets. Eles conversaram, ainda, sobre a possibilidade de aproveitar as estruturas esportivas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil para instituições de ensino e pesquisa.

A intenção é criar museus científicos, em parte das estruturas dos estádios que estão sendo construídos para a Copa. No caso das Olímpiadas, todas as construções seriam posteriormente transformadas em universidades voltadas a esporte e saúde. “Este seria o legado do país, após os eventos esportivos”, comentou Raupp. Em Londres, houve o inverso – uso da estrutura física das universidades nos jogos de 2012.

Fonte: Ricardo Abel – Ascom do MCTI

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