Cartografia social da Amazônia é destaque em conferência da 64ª SBPC
27/07/2012 – São Luís (MA) – O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Núcleo de Cultura e Sociedades Amazônicas, foi apresentado na Programação Científica da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em São Luís (MA), que encerra nesta sexta-feira (27/07).
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Sob a coordenação do antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida, o projeto visa realizar um trabalho de mapeamento social dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia, privilegiando a diversidade das expressões culturais combinadas com as distintas identidades coletivas objetivadas em movimentos sociais.
Na conferência, o cientista destacou que a nova cartografia é um instrumento complementar à etnografia. “Estamos vivendo uma fase de transição, com outra composição social para situar nossos cientistas que estavam produzindo questões que vão tomar outro rumo agora”, disse em relação aos resultados obtidos no projeto.
Wagner Berno explicou aos pesquisadores, estudantes e interessados presentes na plateia que, ao longo do projeto, já foram elaborados vários produtos, tais como: 150 fascículos, 8 boletins informativos, 30 livros e 15 filmes que são transmitidos no Canal Futura e AmazonSat e exposições itinerantes para atingir o público escolar.
O projeto Nova Cartografia Social realiza um trabalho de mapeamento dos povos e comunidades tradicionais na Amazônia, identificando os conflitos travados pelos movimentos sociais na região, além de privilegiar a diversidade das expressões culturais combinadas com distintas identidades coletivas objetivadas em movimentos sociais.
O trabalho vem sendo desenvolvido, desde julho de 2005, e é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura da Amazônia (PPGSCA), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e já contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), por meio do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), e é financiado atualmente pela Fundação Ford.
Para isso, foram construídos mapas a partir da própria maneira de como os povos tradicionais da Amazônia e movimentos sociais queriam ser cartografados, contribuindo no que eles consideram relevante para retratar sua situação social.
Cristiane Barbosa – Agência FAPEAM