Ciência na Feira populariza conhecimento científico
15/05/2013 – Invenções como a caneta ‘falante’ Pentop, que facilita a identificação de cédulas de dinheiro para as pessoas com deficiência visual, estudos na área de longevidade e as vantagens do consumo do guaraná em pó e seus benefícios aos idosos, além de amostras de produtos feitos à base de chocolate da amêndoa de cupuaçu (biscoitos, brigadeiros) serão apresentados durante o ‘Ciência na Feira’. Em sua segunda edição, o projeto será realizado na Feira Municipal do bairro da Alvorada I, na próxima terça-feira (20/05), das 9h às 12h. A feira está localizada na Rua 4 com a Rua 5, s/n°.
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Idealizado e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), o projeto leva os resultados de pesquisas científicas às feiras itinerantes de Manaus e desmistifica o conceito de que ciência é algo complicado e distante da realidade dos brasileiros. A ideia é mostrar aos feirantes e à população presente no local que até na feira eles podem fazer ciência e contribuir para as pesquisas científicas.
Conforme a diretora-presidenta da FAPEAM, Maria Olívia Simão, o objetivo da ação é popularizar, em uma linguagem simples, o conhecimento científico produzido a partir do financiamento feito pelo Governo do Amazonas via Fundação. “O Ciência na Feira é um convite à população para que conheça os projetos e como eles podem contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. A feira é um espaço em que todos os grupos sociais circulam. Acreditamos que esse é um dos melhores lugares para falar sobre a ciência e o impacto dela na vida cotidiana”, salientou Simão.
Projetos
A caneta ‘falante’ Pentop é resultante do projeto ‘Dinheiro Falante para Cegos’, aprovado no Programa Estadual de Atenção à Pessoa com Deficiência – Viver Melhor/Edital de Apoio à Pesquisa para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva (Viver Melhor/Pró-Assistir), financiado pela FAPEAM, em parceria com as secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM) e dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped).
O objetivo dos pesquisadores amazonenses é solucionar o problema da identificação dos valores das cédulas de dinheiro por parte de pessoas com deficiência visual. Em relação ao funcionamento, a caneta ‘fala’ ao cego o valor da cédula. Além de facilitar o manuseio, o produto ajuda na educação, informação, lazer, entre outras tarefas do cotidiano das pessoas com esse tipo de deficiência.
Além de identificar notas, o software agregará outros benefícios para o deficiente visual como tocar músicas e reproduzir audiolivros no formato MP3, ler a alfabetização em Braille, auxiliar no ensino de idiomas e nas atividades escolares e domésticas como a identificação de objetos (CDs, livros, DVDs, remédios, roupas, etc).
Quanto ao CupuMax, nome dado ao produto feito a partir da amêndoa do cupuaçu, trata-se do desdobramento de um projeto aprovado com recursos do Programa Amazonas de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Micro e Pequenas Empresas na Modalidade Subvenção Econômica (Pappe Subvenção), que trouxe ao mercado o cupulate, achocolatado feito a partir do fruto amazônico.
De acordo com os criadores, o CupuMax, nome dado ao produto, não possui em sua composição adição de cacau e cafeína e tem sabor superior ao achocolatado de cacau. O produto está em processo de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).
O projeto da barra de chocolate surgiu por conta de alguns desafios encontrados pela empresa, tal como a necessidade de maior aproveitamento da extração de óleo do cupuaçu, uma vez que precisavam de volume de sementes para aumentar a venda de gordura para empresas de cosméticos de São Paulo.
Quanto ao projeto ‘Idoso na Floresta: indicadores de longevidade e fragilidade’, serão mostrados os benefícios do uso do guaraná em pó e as vantagens que este propícia aos idosos. Desenvolvido pelo pesquisador da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade do Estado do Amazonas, da Universidade do Estado do Amazonas (UnATI/UEA), Euler Esteves Ribeiro, o projeto envolve análises genéticas relacionadas a uma boa dieta, prática de exercícios físicos, boa alimentação e como a fuga do estresse influenciam diretamente para um envelhecer mais tranquilo.
Durante a realização do projeto, Ribeiro concluiu que a dieta amazônica, que é tida como um dos componentes da longevidade de moradores do município de Maués, compete com a dieta mediterrânea. Entre os alimentos que compõem a dieta, o pesquisador destacou o açaí, rico em óleos benéficos para a saúde; o jaraqui, que tem mais Ômega 3 que o salmão; o tucumã a pupunha e o buriti, que têm mais flavonoides antioxidantes que os demais frutos.
Luís Mansuêto – Agência FAPEAM