CNPq completa 60 anos de fomento à pesquisa

28/04/2011 – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), considerado uma importante instituição de fomento à pesquisa completou no último domingo, 17 de abril, mais um ano de existência e  seis décadas dedicadas ao desenvolvimento do País.

 

O CNPq teve a sua história homenageada na quarta-feira, 27 de abril, em cerimônia realizada no Teatro Nacional, em Brasília. A instituição, que possui em seu banco de dados, mais de 2 milhões de currículos cadastrados, tem relação direta com o avanço tecnológico registrado nas mais diversas áreas da Ciência, Tecnologia e Inovação do País.

 

Na comemoração que marcou os 60 anos do CNPq, o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, fez um paralelo entre o desenvolvimento do Brasil Pós-Segunda Guerra Mundial e a criação do Conselho. “O CNPq surgiu em um momento em que o País precisava buscar mecanismos de desenvolvimento. Era necessário naquele momento estruturar a ciência. E, principalmente, não podia repetir os mesmos erros da primeira guerra mundial. Para se ter uma ideia não imaginávamos que conseguiríamos, um dia, voar. Apesar de Santos Dumont já ter obtido sucesso em seus experimentos”, enfatizou.

 

Para o ministro, a ‘Casa do Cientista Brasileiro’, assim conhecida por receber de braços abertos cientistas e pesquisadores de todo o País, com tamanha expressão, precisa neste momento começar a pensar nos próximos 60 anos.

 

“O CNPq tem a obrigação de pensar no futuro. Um país que recebeu no último ano mais de 50 bilhões de dólares em investimentos, que é uma potência energética e que possui uma matriz de energia limpa, entre outros atributos, merece ter à disposição instituições como essa”, considerou.

 

No encontro, Mercadante falou também das necessidades mais emergentes, como, por exemplo, mais pesquisas em etanol, energia nuclear e eólica, computação em nuvem e na democratização do acesso à internet por meio do programa de banda larga do governo federal. “Em todos esses campos, o CPNq pode e deve ser protagonista, pois deve-se pensar nas lideranças que vão ditar o avanço do País”, pontuou. 

CNPq

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O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, que assumiu o órgão no início de 2011, fez um balanço do último ano de gestão do Conselho e citou os mais de 80 mil bolsistas atendidos e as 70 mil solicitações de pesquisa avaliadas. E, ainda, a criação de 14 mil bolsas de iniciação científica, mil bolsas de produtividade em pesquisa e 4 mil de mestrado e doutorado.

 

Oliva destacou ainda o alto índice de investimento que é obtido pelo CNPq. “Hoje, mais de 95% dos recursos arrecadados pela instituição são repassados para a pesquisa. São recursos que fazemos chegar às mãos dos bolsistas. O Conselho tem uma despesa pequena e essa gestão eficiente é também uma conquista que é atribuída aos sucessivos presidentes que o CNPq teve ao longo dos seus 60 anos”, lembrou.

 

Entre as autoridades presentes no evento estavam a diretora-presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, Maria Olivia Simão. As duas instituições (FAPEAM e CNPq) desenvolvem um papel estratégico para a desenvolvimento científico no Estado do Amazonas, por meio de parcerias para financiamento de programas e pesquisas de alto nível, além do apoio à formação de recursos humanos especializados para a Região.

Premiações

 

A solenidade de comemoração do aniversário do CNPq contou com o lançamento da 25ª edição do Prêmio Jovem Cientista que este ano possui o tema ‘Cidades Sustentáveis’, por meio da assinatura do acordo de cooperação entre o CNPq, a Gerdau, a Fundação Roberto Marinho e a General Electric do Brasil (GE), a mais nova parceira do Prêmio. Foi lançada ainda a 1ª edição do Prêmio de Fotografia Ciência e Arte, que premiará as melhores imagens alusivas à C,T&I.

 

Na ocasião, três personalidades foram homenageadas como pesquisadores eméritos. Foram eles, Zilton Andrade, Evandro Mirra e Gabriel Cohn. O reconhecimento é dado a pesquisadores que prestaram relevantes contribuições ao desenvolvimento científico e tecnológico do País.

 

Além do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e do presidente do CNPq, Glaucius Oliva, participaram da cerimônia, o secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, o ministro da Previdência, Garibaldi Filho; o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis; a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; entre outros.

 

Conheça a história do CNPq, aqui. 

Agência FAPEAM

Com informações do site do MCT


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