Desperdício alimentar é tema de pesquisa de estudantes da Fucapi

23/11/2011 O projeto ‘Desperdício no Processo Logístico’, desenvolvido pela turma do curso técnico em logística da Fundação de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) chamou a atenção dos visitantes da Feira Tecnológica realizada na instituição através de parceria com o Governo do Estado do Amazonas via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM/CNPq).

A pesquisa é direcionada aos parâmetros de higiene e manuseio da alimentos empregados nas feiras e supermercados da cidade de Manaus. Os estudantes participantes constataram que o desperdício de alimentos é frequente nas feiras e o transporte, na maioria das vezes, é realizado de forma irregular. De acordo com os envolvidos o projeto nasceu de uma reportagem veiculada no programa Globo Repórter, que mostrava o desperdício de frutas e verduras em feiras do Brasil.

O objetivo principal da turma foi conscientizar a população sobre o processo logístico em relação a cargas alimentícias e fazer com que os consumidores percebam quando o produto é de boa qualidade ou não, de forma que não venha a ser onerado injustamente por isso.

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A estudante Erika Araújo, que participou da pesquisa, explicou como se encontram os alimentos e o modo como é feito o armazenamento. “Nas feiras da cidade é fácil você encontrar frutas dentro de caixas de madeira, o que é proibido pelos órgãos de saúde, mas infelizmente por ela ser mais barata é frequentemente utilizada e acaba danificando os produtos”, explicou.

A estudante enfatiza que a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) proíbe o uso da caixa de madeira pois esse material acumula fungos e bactérias, o que é extremamente prejudicial à saúde da população. “O correto no armazenamento de alimentos é utilizar recipientes apropriados para o transporte, como plásticos, onde o reaproveitamento da embalagem é mais higiênico. Desse modo, é mais fácil evitar o desperdício de frutas e verduras”, destacou.

Desperdício e doenças

Os alimentos contaminados e estragados podem gerar doenças e também acúmulo de lixo. A estudante ressalta que mesmo com a grande quantidade de alimentos estragados, o produto continua chegando caro à mesa do consumidor. “Vou citar um exemplo, um tomate que sai a um valor para os feirantes, sai mais caro para o consumidor. Isso ocorre porque eles sabem que o mau acondicionamento da fruta causa perdas e para serem ressarcidos eles aumentam o valor”, disse.

A falta de cuidados com os alimentos pode causar desde um simples desconforto intestinal a uma grave doença, devido à presença de genes patogênicos. “A intoxicação alimentar é comum à causa, na maioria dos casos é gerada pela ingestão de alimentos contaminados com toxinas produzidas por microrganismos”, lembrou Araujo.

A Feira Tecnológica da Fucapi aconteceu no início de novembro e contou com a apresentação de mais de 25 projetos realizados com o apoio da FAPEAM, por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic-Jr) desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para apoiar, com recursos financeiros e bolsas, a inserção de estudantes de Ensino Médio em projetos de pesquisa de instituições públicas e privadas do Estado do Amazonas.

 

Redação: Rafaela Vieira

Edição: Ulysses Varela – Agência FAPEAM

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