Estratégias para promover a inovação no País são debatidas no Maranhão

25/07/2012 – São Luís (MA) –  A necessidade que o Brasil tem de mobilizar suas forças produtivas para inovar, competir e crescer e o agregamento do conhecimento do setor privado às iniciativas públicas para implantação dos parques tecnológicos. Estas foram as tônicas dos discursos durante o Fórum que reuniu secretários estaduais de CT&I e os presidentes da Fundações de Amparo à Pesquisas de todo o Brasil, em São Luís (MA), nesta quarta-feira (25/07), no Hotel Luzeiros.

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Especialistas afirmaram que existem vários desafios para a implantação dos parques tecnológicos, um deles é o levantamento de recursos para a infraestrutura, outro é o modelo jurídico para operar estes parques, pois eles vão reunir empresas particulares, governos e outras organizações.

Para o diretor do Departamento de Fomento à Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Marcos Vinícius de Souza, o posicionamento destes parques como um local para atração de investimentos nacionais e internacionais tanto de empresas quanto de instituições de pesquisas também é fundamental.

“Já estão está sendo discutida uma série de medidas para alavancar esse crescimento, como a desoneração da folha de pagamento para o segmento, o oferecimento, pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), de R$ 7 bilhões em crédito para empresas que queiram investir em inovação e a desoneração tributária para empresas que investirem em processos de inovação”, explicou.

Experiência da CNI

Segundo o gerente de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rodrigo de Araújo Teixeira, o desafio está no avanço de uma convergência de inovação. “O desafio é buscar um foco nas agendas do setor privado, das agências de fomento e das secretarias de CT&I com foco nos parques tecnológicos e no setor empresarial”, alertou.

Teixeira fez a afirmação depois de apresentar dados sobre as ações da CNI para a construção de uma política de inovação robusta. “Para conseguir avançar nesse campo, é necessária uma avaliação das iniciativas existentes, identificar e reconhecer os casos de sucesso, ter uma política nacional com foco nas empresas e, principalmente, uma sinergia entre as redes de conhecimento de inovação do País”, afirmou.

Toda a discussão fez parte do Painel ‘O papel dos parques tecnológicos dentro do Programa Brasil Maior’, durante o Fórum Nacional do Conselho das Secretarias Estaduais para assuntos de CT&I (Consecti) e do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

A ideia agora é que seja feito um trabalho de integração de esforços e uma articulação com o poder público (federal, estadual e municipal), uma vez que o  objetivo de todos é tornar o País mais inovador.

Ulysses Varela – Agência FAPEAM

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