Estudantes de comunicação participam de Escola Brasil de Jornalismo Científico

Estudante de jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edvan Lessa, 21. Foto: Érico Xavier/Agência FAPEAM.

Rio Branco (AC) – O estudante de jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edvan Lessa, 21, viu como oportunidade de adquirir novos conhecimentos a participação na 2ª edição do curso Escola Brasil de Jornalismo Científico (EBJC). Ministrado em paralelo as reuniões anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o curso teve início no dia 16 e se encerra nesta terça-feira (29), na Universidade Federal do Acre (Ufac).

Juntamente com mais cinco alunos, Lessa foi beneficiado com o custeio das passagens aéreas pelo Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), para participação no curso.

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“Não dá para mensurar o que irei levar daqui. Posso dizer que busco, principalmente em termos práticos, é ingressar no mestrado de divulgação científica na Universidade de Campinas (Unicamp), além da experiência prática e teórica obtida. Quero dar continuidade ao estudo e acho que a EBJC é uma ponte para a minha formação”, destacou Lessa.

Uma das coordenadoras da EBJC, a pesquisadora Adriana Cohen de Lima disse que a FAPEAM patrocinou o projeto porque tem a cara da FAP, além de receber estudantes de todas as regiões do país e dois do próprio Estado do Amazonas.

“Os outros estudantes são de realidades distantes da Amazônia. Eles vão poder ter experiências teóricas, aprender sobre política e economia, mas também ter vivências sobre cultura, cheiros, sabores e percepções em geral. A FAPEAM está proporcionando multiplicadores do conhecimento no que se refere à Amazônia”, ressaltou Cohen.

Segunda turma de jornalismo científico da Escola Brasil de Jornalismo Científico. Foto: Divulgação/EBJC
Segunda turma de jornalismo científico da Escola Brasil de Jornalismo Científico. Foto: Divulgação/EBJC

Já é difícil ter um número grande de formandos no Brasil na área de Comunicação, conforme Cohen, na Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado) é bem menor. Ela explicou que não é comum no jornalismo o profissional fazer uma Pós-Graduação. Normalmente, após se formar, vai para as redações dos jornais ou assessorias de imprensa. “Ao saber que dois anos depois de formados essas pessoas continuaram e estão ainda nas melhores universidades e institutos do país, pensando, pesquisando e se tornando cientistas, isso é muito gratificante”, enfatizou.

“O curso está possibilitando ao jovem jornalista atual e futuros a lidar com a realidade local e regional e poder, diferentemente do repórter que cobre o dia a dia, voltar, refletir, pensar e pesquisar para que a sua informação seja para além do conhecimento factual do jornalismo mundial. Aprender a olhar a região amazônica com outros olhos e entender qual é o papel do jornalista científico para melhorar o conhecimento para além das fronteiras”, observou Caldas.

Sobre a EBJC

A EBJC está vinculada ao grupo de pesquisa Comunicação, Educação, Ciência e Sociedade do Laboratório de Estudos Avançados (Labjor) da Unicamp. Tem como coordenação geral as pesquisadoras Graça Caldas e Adriana Cohen de Lima, além da participação das pesquisadoras Kátia Zaventtor e Joice Santos (Museu Paraense Emílio Goeldi) . A Escola tem a certificação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A proposta da EBJC é oferecer acesso ao conhecimento científico e a grandes nomes da ciência brasileira para quem ainda é acadêmico de jornalismo, antes do ingresso no mercado de trabalho para criar uma cultura científica. A primeira edição da Escola foi na SBPC de Goiânia (GO), em 2011, com a participação de nove alunos. Nesta 2ª edição, 15 alunos foram selecionados.

Apoiadores

Além do apoio da SBPC, Ufac, Labjor/Unicamp e FAPEAM, a EBJC conta com o apoio também do CNPq, Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Associação Brasileira de Jornalistas Pesquisadores (SBPJor) e do Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes).

 

 

Josiane Santos e Raíza Lucena – Agência FAPEAM

Edição Luís Mansuêto

 


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