Estudantes produzem livro sobre a história do Colégio Batista de Parintins

12/06/2012 Estudantes do Ensino Médio do município de Parintins (a 420 quilômetros de Manaus) desenvolveram um livro, contendo 94 páginas, intitulado ‘As Teias que a Escola Tece: um olhar sobre a educação do Colégio Batista de Parintins’. A obra retrata a história da instituição, contada por meio de memórias, lembranças e vida das pessoas que por ela passaram e passam até hoje.

O livro é fruto de um projeto de mesmo nome submetido ao Edital 012/2012 do Programa Ciência na Escola (PCE), que recebe incentivos do Governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

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De acordo com a coordenadora do trabalho Maria do Carmo Souza Mourão, para algumas pessoas o livro pode parecer apenas mais uma história de uma escola do município. Mas para outros é a biografia de um colégio que há vários anos vem contribuindo para a educação na cidade, e também a própria narrativa de muitos que, de alguma forma, fizeram parte da instituição.

“A escola é parte da história de Parintins e o nosso trabalho teve por objetivo saber até que ponto a filosofia da escola contribuiu para formação dos alunos e ex-alunos que passaram por ela”, informou a educadora. 

Conforme Mourão a ideia de criar um livro contando a história do colégio surgiu a partir do momento que ela foi transferida para a escola em 2010, e percebeu um diferencial na instituição, principalmente pela grande procura dos pais por vagas para matricular seus filhos no centro de ensino.

Ao fazer as primeiras entrevistas, a professora foi percebendo o quanto a escola faz parte da história de muitas pessoas. “A pesquisa foi interessante porque as pessoas relataram a postura adotada pela instituição e o quanto isso foi importante para a construção do caráter deles. Entrevistamos pessoas que são doutores hoje na universidade e que dizem que a educação que eles receberam no colégio foi um alicerce para a construção do conhecimento que eles possuem”, destacou.

O livro mostra com o resultado do questionário feito com cerca de 80 alunos e entrevistas com ex-alunos, professores e demais cidadãos que estudaram no colégio não apenas os lados positivos da escola, mas também os desafios de educar nos dias atuais, além da observação sobre a educação cristã. A publicação também traz levantamentos históricos que marcam os quase 60 anos das atividades educacionais e depoimentos que levam o leitor a refletir a forma que a escola vem contribuindo para a formação do cidadão.

src=https://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/imgeditor/BethPara a bolsista de Iniciação Científica (IC) Beth Alfaia, o projeto foi de suma importância à sua vida escolar. Ela revelou que por meio do trabalho pôde conhecer novos autores, novas fontes e ampliar o seu conhecimento e desenvolvimento na sala de aula. Ainda segundo ela, o trabalho a ajudou a despertar o interesse pela pesquisa científica.

“O projeto veio como uma experiência que eu estava precisando. Sempre fui aluna dedicada, mas após o projeto os professores observaram que o meu desempenho e desenvolvimento melhoraram ainda mais, então o projeto foi de grande importância para minha vida”, enfatizou.

A coordenadora disse diz que está contente com o envolvimento dos alunos, principalmente pelo fato deles a procurarem na escola, durante a realização do projeto, para saber como poderiam participar. Ela salientou que a participação dos estudantes no programa vai contribuir para quando eles ingressarem na universidade, pois não vão chegar analfabetos, e sim alfabetizados no mundo da pesquisa científica.

Mourão ainda ressaltou que a pesquisa foi importante não apenas para o Colégio Batista, mas também para todos aqueles profissionais envolvidos que desejam uma educação melhor e com qualidade. “Na maioria das vezes, achamos que nós não somos valorizados pelo nosso trabalho, mas quando nós conversamos com essas pessoas sabemos o quanto foi importante a educação que receberam na escola. Isso nos deixa felizes, pois percebemos que todo nosso trabalho não foi em vão”, revelou emocionada.

src=https://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/imgeditor/avaliadoraAvaliação Final do Projeto

Na última segunda-feira, 11 de junho, foi realizada a avaliação final dos projetos desenvolvidos pelo PCE vinculados ao Edital 012/2010. Na ocasião, 19 pesquisas apresentaram os resultados obtidos. Um dos destaques foi o projeto da professora Maria do Carmo de Souza Mourão, que foi bastante elogiado durante a avaliação.

Para avaliadora Tatiana da Rocha Barbosa, o PCE mostra que é possível fazer ciência na escola. Mestre em Sociedade e Cultura ela ressaltou que é importante ver a ciência brotando dentro dessas instituições. “É muito prazeroso observar os trabalhos. Definitivamente nos faz ter certeza que é possível trabalhar ciência como os alunos, pois eles demonstraram empolgação e se envolvem com a pesquisa. Isso é louvável”, destacou Barbosa.

Apoio da FAPEAM 

No livro a coordenadora e os alunos esclarecem que se não fosse o apoio dado pela FAPEAM nada disso seria possível. “O programa abre um leque de oportunidades. Quando a FAPEAM lançou esse edital do PCE eu vi uma chance para fazer o que eu gosto, a pesquisa, eu fiquei muito feliz. O programa está de parabéns e espero que continue com esse trabalho”, desejou.

Sobre o PCE

O Programa Ciência na Escola consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob forma de cotas institucionais, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas do Estado do Amazonas. O programa é realizado pela FAPEAM com o apoio da Seduc e Semed.

Redação: Esterffany Martins

Fotografia: Soraia Magalhães

Edição: Jesua Maia – Agência FAPEAM


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