Estudo aponta relação entre arborização e qualidade de vida em Manaus

19/11/2012 A presença de ruídos e as altas temperaturas tornam os pontos de ônibus nas principais vias de Manaus ambientes insalubres, principalmente quando não há arborização que permita amenizar a temperatura e servir como barreira contra os ruídos urbanos. Esta constatação é parte do resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo doutorando em Biologia Urbana, por meio do Programa de Pós-Graduação em Biologia Urbana da Universidade Nilton Lins (UniNiltonLins), pesquisador José Carlos Ramos Monteiro.  

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O objetivo da pesquisa, que tem como título ‘A arborização em vias urbanas da cidade de Manaus e sua relação com o conforto ambiental’, foi mostrar os agentes causadores de doenças à população que frequenta diariamente pontos de ônibus da cidade de Manaus e de que maneira a arborização urbana pode amenizar a influência das altas temperaturas na cidade.

/O pesquisador disse que os diversos ruídos provenientes do ambiente urbano são classificados como agentes estressantes, tanto para quem trafega pelas vias quanto para os que residem nas proximidades. “As altas temperaturas ocorrem devido ao acúmulo e à reflexão de calor dos materiais utilizados nas edificações situadas nas vias e no calor emitido pelos motores dos veículos”, frisou Monteiro.

O estudo contou com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos (Posgrad). 

Variáveis

/Segundo o pesquisador, o clima quente e úmido, natural da região, causa uma sensação térmica desagradável e esta variável climática agindo em conjunto com o ruído provoca desconforto e prejuízo à saúde da população. “Estes impactos poderiam ser amenizados com o aumento da cobertura vegetal, o que contribuiria também para a estética da cidade”, revelou Monteiro.

Temperatura e umidade relativa

Pontos de ônibus nas avenidas Boulevard Álvaro Maia, Getúlio Vargas, Darcy Vargas, Ephigênio Salles, Constantino Nery e Av. Djalma Batista foram selecionados para a pesquisa por ter grande fluxo de veículos e por concentrarem um grande número de pessoas. Os dados de nível sonoro foram coletados nos horários de pico, pela manhã, entre 7h e 7h30, e entre 17h45 e 18h15. As coletas de temperatura do ambiente e umidade relativa do ar foram desenvolvidas entre 14h e 15h.

“Para os levantamentos de dados de temperatura e umidade relativa foram estabelecidos os mesmos critérios descritos para pressão sonora. As coletas de dados de temperatura e de pressão sonora foram realizadas simultaneamente às coletas de dados de pressão sonora”, comentou Monteiro.

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 Ação das ondas de calor, sonoras e ruído na Av. Getúlio Vargas (Acima).

Ação das ondas de calor, sonoras e ruído na Av. Constantino Nery (Abaixo)

 

 

Apoio da FAPEAM

Segundo o pesquisador, a FAPEAM engrandece o conhecimento científico e tecnológico de profissionais responsáveis pelo crescimento da ciência no Amazonas e neste sentido, a Fundação amplia os horizontes da ciência em prol da sociedade, seja no fator social ou no econômico, inovando com produtos, processos e serviços.

“A Fundação está voltada para a preparação de profissionais, capacitando-os, melhorando os recursos humanos das instituições que atuam nas áreas de ciência e tecnologia, com a doação de bolsas de estudos e auxílios à pesquisa no Brasil ou no exterior”, finalizou.

Sebastião Alves – Agência FAPEAM

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