Estudo faz diagnóstico da atividade madeireira em Lábrea

05/02/2014 – Promover a cadeia produtiva de madeira em Lábrea é o objetivo de um novo estudo realizado através de uma parceria entre Idesam e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). A iniciativa propõe realizar um diagnóstico sobre a cadeia produtiva madeireira do município para avaliar e demonstrar a importância desta atividade na economia de Lábrea.

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A coleta das informações para o estudo começa a partir desta primeira semana de fevereiro, quando uma equipe do Idesam visita o município para conversar com extratores, beneficiadores, consumidores, empreendimentos de insumos e instituições locais que atuam na atividade.

“A ideia é entrevistar todos os envolvidos, à exceção dos extratores, onde utilizaremos uma amostragem de 10%, o que equivale a aproximadamente 50 entrevistas”, destaca o coordenador do Programa Manejo Florestal do Idesam, André Vianna.

Depois de coletadas, essas informações serão analisadas e apresentadas durante uma oficina realizada em parceria com o GT Madeira, grupo que reúne associações de produtores e beneficiadores de madeira, ONGs e instituições públicas do município. O grupo de trabalho irá validar as informações apresentadas e indicar alterações necessárias no estudo.

A publicação final dos resultados será lançada ainda no primeiro semestre de 2014. Além das informações obtidas em campo, o diagnóstico também terá como fonte de informações dados oficiais fornecidos por instituições públicas locais, como Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas.

Para Vianna, “o estudo demonstrará a importância da atividade florestal no município e, ao mesmo tempo, promoverá o desenvolvimento desta prática na região”, afirma.

O município de Lábrea

Com aproximadamente 69.000 km2 e uma população de mais de 37 mil habitantes, o município de Lábrea localiza-se no sul do Amazonas, às margens do Rio Purus, fazendo fronteira com Canutama, Boca do Acre, Tapauá, Pauini e Estados do Acre e Rondônia.

O acesso se dá mais comumente via aérea e fluvial, e durante o período seco do ano (maio a novembro) é possível chegar por via terrestre, pela Rodovia Transamazônica (BR-230). Em 2007, o município ocupava o 13º lugar no ranking do desmatamento na Amazônia Legal, o que o colocou – no ano seguinte – na lista dos municípios prioritários para intervenção no controle e combate ao desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Fonte: Idesam


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