Fapeam financia primeiro borboletário do Amazonas no Inpa

Idealizado com o objetivo de explorar comercial e pedagogicamente o universo das borboletas, o projeto Borboletário está disposto a embarcar em uma jornada que vai além da simples criação desses insetos, cuja algumas espécies são vendidas no exterior a cifras que variam entre mil e dois mil dólares. Elaborado por pesquisadores da Coordenação de Pesquisas em Entomologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o projeto foi aprovado ano passado pelo edital 014/2004 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e pretende construir, em princípio, quatro borboletários legalizados no estado, em parceria com a Associação Amazonense dos Municípios. O primeiro, que servirá de modelo, terá como sede o Inpa, instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A implantação dos outros três ainda depende do interesse das prefeituras de outros municípios. Em toda a Amazônia só existem dois borboletários, que ficam no estado do Pará, um em Belém, e outro em Santarém. Essa grande casa telada – o borboletário propriamente dito – será usada para abrigar as borboletas, dando subsídios aos pesquisadores do Instituto para estudar os aspectos relacionados à reprodução e evolução natural das espécies. De posse desse conhecimento, a meta é expandir as técnicas de manejo do inseto por todo o interior do estado, proporcionando maior geração de renda às comunidades, mediante o comércio local e até mesmo via exportação de exemplares para os Estados Unidos, Japão, e países da Europa, como aponta o pesquisador do Laboratório de Entomologia do Inpa, José Albertino, coordenador do projeto. As cores vibrantes e o colorido característico de algumas espécies de borboletas movimentam um mercado crescente e, muitas vezes, escuso. Poucas são as empresas e grupos com respaldo legal para exercerem a prática da captura e comercialização de exemplares raros e, por conseguinte, mais valorizados no exterior. No Brasil, por exemplo, não existe nenhum.


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