Governo do Amazonas quer ampliar programa para estimular a formação de engenheiros

13/08/2012 – A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Secti-AM) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) estão articulando parcerias para ampliar o Programa Estratégico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Engenharias no Amazonas (Pró-Engenharias), que tem por objetivo estimular a formação de profissionais na área.

O secretário de CT&I do Amazonas, Odenildo Sena, e a diretora-presidenta da FAPEAM, Maria Olívia Simão, estiveram reunidos, na última quinta-feira (9), com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para apresentar o Pró-Engenharias e buscar apoio da iniciativa privada para a formação de novas turmas do programa.

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Ficou acordado entre as instituições que, a partir desta semana, serão realizadas reuniões técnicas entre a Fieam, por meio da Coordenadoria de Relações de Trabalho e Emprego, Secti-AM e FAPEAM para formatar um projeto a ser apresentado às empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

A Fieam formou um grupo de trabalho para identificar as dificuldades que as empresas do PIM estão enfrentando atualmente em relação à contratação de mão de obra especializada para seus diversos processos produtivos e à retenção desses recursos humanos. O diagnóstico dessa pesquisa será apresentado para a Fieam e para o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), bem como a proposta de um plano de ações para atuar nesse cenário. Dentre as propostas será apresentado o Pró-Engenharias.

Articulação em busca de desenvolvimento

Para o presidente da Fieam, Antônio Silva, o Pró-Engenharias é uma oportunidade para contribuir com o crescimento do PIM. “A Federação, através da diretoria como um todo, recebeu com maior grau de satisfação a proposta, pois tudo que envolve educação é básico para que possamos atingir o grau de desenvolvimento e de crescimento do nosso PIM. Este programa está focado e voltado para a excelência e vai ser utilizado dentro do Polo. Não podemos perder essa oportunidade de fazer esse acordo para que possamos efetivamente deslanchar nesse programa”, afirmou Silva.

O titular da Secti-AM, Odenildo Sena, destacou a receptividade da Fieam para a formação de parcerias. “Esta é a segunda apresentação que fazemos do Pró-Engenharias em busca de parcerias. O entusiasmo que a diretoria da Fieam demonstrou pelo programa muito nos alegra. A instituição já se apresentou para articular uma proposta a fim de efetivar um projeto. Sabemos do potencial desse programa e a nossa percepção é que eles perceberam também o potencial para a indústria”, disse Sena.

De acordo com a diretora-presidenta da FAPEAM, Maria Olívia Simão, a estratégia do Governo do Estado do Amazonas é envolver de fato o setor para qual esse programa é direcionado. “Tenho certeza que esse programa vai fazer a diferença no setor produtivo. Estamos em busca de parcerias e aliados para compor os investimentos, dando robustez ao Pró-Engenharias. Dessa forma, o programa terá recursos estaduais, por meio da FAPEAM, mas também do setor empresarial, que vai poder dar a esse programa uma capacidade de crescimento”, afirmou Simão.

Iniciativa piloto

O Pró-Engenharias consiste em uma iniciativa do Governo do Amazonas, por meio da Secti-AM, FAPEAM e da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc), que tem por finalidade estimular estudantes da rede pública de ensino, a partir do segundo ano do Ensino Médio, a seguirem carreiras acadêmica e profissional nas Engenharias, por meio de aulas reforçadas no contraturno escolar e concessão de bolsa de estudo para dar oportunidade para que estes ingressem na carreira e para prepará-los para o vestibular.

A iniciativa conta com investimento de R$ 800 mil do Governo do Estado do Amazonas para aplicação em três anos. Iniciado em julho de 2012, o projeto-piloto já conta com uma turma de 40 estudantes, os quais estão sendo beneficiados com bolsa mensal de Iniciação Científica Júnior Especial, no valor de R$ 190. Caso o estudante seja aprovado em cursos ofertados por universidade pública, ele receberá durante o primeiro ano de graduação uma bolsa de R$ 360. As atividades contam com o auxílio de professores da rede pública de ensino, além de um doutor e mais quatro tutores.

Ciência em Pauta/SECTI-AM, por Anália Barbosa

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