Inria apresenta novo edital para acordo de cooperação técnica com FAPs
07/03/203 – Salvador (BA) – A proposta de criação de um novo edital que alie as Fundações de Amparo à Pesquisa do Brasil e o Instituto Nacional Francês para Pesquisa em Ciências Computacionais (Inria) foi o foco de debates, na tarde desta quinta-feira, no âmbito do Fórum Nacional das Fundações de Amparo (Confap), que acontece na cidade de Salvador (BA).
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Os diretores-presidentes das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa do Brasil iniciaram os debates com representantes do Inria visando à criação de uma proposta de um novo edital para auxiliar na mobilidade e hospesagem de pesquisadores. Um esboço do projeto deverá estar pronto em maio, na próxima reunião do Confap, que deve ocorrer em São Paulo.
O presidente do Confap, Mário Neto Borges, esclareceu que já havia relações bilaterais entre o Inria e algumas FAPs do Brasil com financiamentos destinados a projetos de 18 meses voltados à mobilidade e curta hospedagem de pesquisadores.
"Passamos a discutir um alargamento dessa cooperação apoiando projetos mais ambiciosos, de no mínimo três anos, para fortalecer ações já iniciadas e iniciar outras relações de pesquisa", explicou Borges.
O presidente do Inria, Pierre Bliman, informou que serão aceitos até quatro grandes projetos brasileiros a cada ano por um período de três anos. "Temos interesse em fazer essa cooperação técnico-científica e trataremos os grupos principais e orbitais de maneira idêntica", disse Bliman.
Grupos de pesquisa
Os projetos têm de ter um objetivo em comum, com metas definidas, em que a composição da equipe franco-brasileira seja complementar em sua execução.
As equipes francesas serão formadas por pesquisadores de equipes-projetos do Inria, liderados por pesquisadores do Instituto.
As equipes brasileiras podem ser de dois tipos: principal, formada por pesquisadores de um Estado cuja FAP tenha aderido ao edital e que seja associada ao Inria; e orbital, formada também por pesquisadores de FAP que tenha aderido ao edital com a diferença que trabalhará ligada à equipe principal.
A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), Maria Olívia Simão, ponderou a participação das equipes orbitais.
"A equipe orbital não é secundária, mas estará atrelada a uma outra equipe que já tem mais experiência, excelência e tradição em se relacionar internacionalmente. Os Estados que já têm grupos com história e convergência nos temas que serão trabalhados, de fato serão os grupos principais", explicou Maria Olívia.
De acordo com a proposta de edital o limite financeiro dos projetos é de até R$ 150 mil para um período de três anos, que deverão custear missões de curta ou longa duração de pesquisadores, doutorandos e técnicos, além de estágios de até três meses para alunos de mestrado.
As equipes orbitais têm um limite financeiro de R$ 20 mil para custeio de missões de curta duração. "Uma equipe pode começar como orbital e no outro ano submeter projeto como equipe principal. O grupo principal pode servir como uma via de acesso para as orbitais", disse o presidente do Confap, Mário Neto Borges.
Fotos e texto: Camila Carvalho, enviada da Agência FAPEAM