Lagoa da Francesa em Parintins (AM) é alvo de pesquisa sobre qualidade da água

20/01/2012 – Fazer os estudantes compreenderem o processo biológico, inserido na grade curricular do 3º ano do Ensino Médio, no âmbito da Ecologia e no que diz respeito às questões ambientais, foi o objetivo da professora de Biologia da Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima, Ana Lúcia dos Santos Martins, quando desenvolveu juntamente com um grupo de alunos o projeto ‘Resíduos líquidos: Estudo de caso da Lagoa da Francesa’.

 

O projeto está sendo desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), recebendo apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e é um exemplo de como os estudantes dos municípios do interior do Amazonas estão sendo integrados à iniciação científica.

 

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vspace=10Desenvolvido no município de Parintins, (situado a 369 quilômetros a leste de Manaus) o estudo surgiu devido à preocupação da comunidade escolar em relação com o meio ambiente. “Observando a lagoa percebemos o quanto se faz necessário um trabalho que venha contribuir para a qualidade de vida das pessoas que frequentam o local para lazer. É visível que o lançamento indevido de resíduos líquidos de diferentes fontes está ocasionando modificações nas características do solo e da água, que acabam poluindo o meio ambiente”, adiantou Martins.

 

Percepção

 

Segundo a professora, a maior perda em relação à lagoa ocorre quando estes resíduos modificam o aspecto estético, a composição ou a forma do meio físico, pois o meio é considerado contaminado quando existem ameaças à saúde dos frequentadores, das plantas e dos animais.

 

Para Alberto Gato Pimentel, um dos estudantes que atua no projeto, com a realização da  pesquisa ele pôde ter uma noção mais ampla acerca dos impactos ambientais. “Entre uma atividade e outra, conhecimentos novos adentraram a minha mente e, com isso, aprendi que ações que parecem inofensivas em nosso cotidiano podem contribuir para a destruição do planeta, por isso é importante ter uma conscientização”, afirmou.

 

Segundo a coordenadora, o ingresso dos alunos na pesquisa ajudou na construção de um conhecimento científico relacionado às aplicações tecnológicas e suas implicações ambientais, sociais, políticas e econômicas. “Com trabalhos como este o aluno/pesquisador será capaz de ler e interpretar textos e informações científicas e de usar o conhecimento na sua vida diária. Isso permite que ele assuma um papel de elemento central no processo de ensino/aprendizagem”, revelou Ana Lúcia dos Santos Martins

 

vspace=10“Ao participar desta atividade, o aluno irá desenvolver habilidades e irá formar atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania e terá a oportunidade de receber outros incentivos à pesquisa construindo um currículo que lhe permitirá avançar em seus estudos”, finalizou Martins.

 

Resultados

 

O resultado da pesquisa possibilitou aos alunos o conhecimento sobre a realidade socioambiental da localidade estudada e contribuiu com a disseminação do conhecimento em meio à comunidade, ressaltando a importância da conservação do meio ambiente e do saneamento básico.

 

No âmbito educacional os alunos puderam associar a prática com o conteúdo abordado em sala de aula. Nesse contexto a escola atuou como instrumento fundamental para que os alunos  desenvolvessem suas potencialidades e adotassem posturas pessoais e comportamentos sociais construtivos.

 

Sobre o PCE

 

O Programa Ciência na Escola consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas estaduais municipais com o apoio das secretarias estadual (Seduc) e municipais (Semed – Manaus e Itacoatiara) de ensino.

Foto 1 – Margem da lagoa tomada por barcos e casas (Foto: Divulgação)

Foto 2 – Professora e estudantes envolvidos no projeto (Foto: Divulgação)

 

Redação: Nefa Costa

Edição: Ulysses Varela – Agência FAPEAM

 

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