Matemática é instrumento de igualdade, diz coordenador de provas da Obmep

Como coordenador do comitê de provas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), o professor Pedro Luiz Malagutti precisa encontrar a dose certa para que as questões “fisguem” e avaliem mais de 18 milhões de crianças e jovens. Ele diz que, ao lado do conhecimento matemático, o teste deve exigir criatividade e raciocínio lógico, divertindo o participante e ajudando-o a caminhar ao máximo nas respostas.

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Formado em matemática pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 1979, com mestrado pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em pela Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), ele é professor associado da UFSCar, onde fundou e responde pelo Programa de Educação Tutorial (PET), além de coordenar o Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Exatas.

Sua experiência em ensino e pesquisa enfatiza equações diferenciais parciais e envolve atenção ao uso de computadores na aprendizagem, à formação de professores e à produção de materiais didáticos. Malagutti destaca a aplicação dos conhecimentos da disciplina em áreas tão diversas como música, química e monitoramento de desastres naturais, e se declara encantado com essa “força unificadora”.

Para o professor, ter conhecimentos matemáticos vai além de habilidade mental e ajuda a construir um olhar igualitário. “A matemática é instrumento de justiça, porque os números não mentem”, afirma.

Leia entrevista concedida às vésperas da cerimônia de premiação da 10ª Obmep aqui.

Fonte: MCTI

 

 


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