Mercadante diz que investir no conhecimento tecnológico garantirá o futuro

31/03/2011 – O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, ao participar da abertura do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Ciência Tecnologia e Inovação, em Palmas (TO), na manhã desta quinta-feira, 31 de março, condicionou o avanço no desenvolvimento do País e, consequentemente, de cada uma das unidades da Federação ao incremento no apoio a uma política agressiva de investimentos em pesquisa, educação, ciência e no conhecimento em tecnologia.

Ao elogiar a iniciativa do governador de Tocantins, Siqueira Campos, e do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Borges da Silveira, de realizar o fórum em Palmas e ao mesmo tempo criar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), o ministro Mercadante garantiu integral apoio numa parceria na área de Ciência, Tecnologia e Inovação com os Estados brasileiros.

Mercadante lamentou que o País esteja atrasado em vários campos do ramo da tecnologia, como o registro de marcas e patentes, ao citar que, enquanto em todo o mundo estão firmadas 35 patentes sobre o nosso óleo de copaíba, não há entre elas nenhuma do Brasil. “Parabenizo o Tocantins, governador, visto que a Fapt do Estado, ora instituída tem esta preocupação com o reconhecimento de patentes”, elogiou.

Numa exposição técnica, longa e com bastante dados enriquecedores, Aloízio Mercadante remontou o início dos anos 1950, quando o País crescia a média anual de 4,5%, aos ”anos turbulentos de 80” e à fase de estabilidade e de melhoria nos índices sociais, porém, ainda não se mostra contente. “É preciso haver expansão da renda interna e que o governo, universidades e empresas privadas invistam numa política de conhecimento dentro do marco regulatório de ciência e tecnologia, se quisermos garantir o desenvolvimento do País”, disse o ministro.

Outro segmento que ele cutucou por não ter tido ainda o compromisso de desenvolver processos de tecnologia a partir de conhecimento humano gerado no País é o automotivo, numa clara referência à importação de produtos  com mão de obra e padrões vindos do estrangeiro.  Aloízio Mercadante defendeu que as divisas advindas dos royalties do pré-sal não devem ser pulverizadas em repasses para fins diversos, mais sim canalizadas para a educação, ciência e tecnologia. “Na Coreia, a cada quatro doutores um é engenheiro”, enfatizou Mercadante, justificando porque o país asiático é o 5º em maior desenvolvimento tecnológico.

O ministro Mercadante aproveitou a solenidade que instituiu a criação do Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) para anunciar a extensão da rede de banda larga no Tocantins, beneficiando 500 mil pessoas, com internet de alta velocidade gratuita em Palmas, Araguaína, Gurupi, Miracema, Porto Nacional e Arraias.

Agência FAPEAM
Fonte: Ascom Sect/Portal do MCT


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