Nova edição dos Cadernos de CT&I aborda empregabilidade de mestres e indicadores
07/02/2014 – A Região Norte, entre 1996 e 2009, titulou 7.424 mestres que possuíam emprego formal. O Pará é o Estado com o maior número (2.818), seguido do Amazonas (2.012), Tocantins (814), Rondônia (756), Roraima (365), Amapá (364) e Acre com 295. Somando Pará e Amazonas, os Estados representam 65% do total no período analisado.
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Esses são apenas alguns dos dados analisados na segunda edição dos Cadernos de CT&I Amazonas, lançada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM).

Com o tema ‘Empregabilidade de Mestres e Indicadores de C&T no Amazonas’, a publicação é de responsabilidade do Departamento de Relações Interinstitucionais e Indicadores de CT&I (DIN) e tem o objetivo de consolidar diversos estudos e pesquisas elaboradas nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
Para esta edição, a metodologia para a construção dos dados dos Cadernos foi baseada na pesquisa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que considerou o número de mestres correspondentes à soma de titulados em programas de mestrado acadêmico e profissional.
Análise dos Resultados
Entre 1996 e 2009, o Brasil titulou 182.529 mestres, com emprego formal por região, sendo o Sudeste, a região com maior concentração, 49,43%. A Região Norte saiu de 2,81% (1996) para 5,05% (2009), o que representa um aumento de 80%, no período analisado.
Isoladamente, os dados do Norte apontam que em 1996 formaram-se 99 mestres na região. Em 2009, esse número saltou para 1.096, fechando com um total de titulações de 7.424 mestres.
O Amazonas apresentou um crescimento de, aproximadamente, 940% no número de mestres titulados.
Gênero e ramo de atuação
Considerando a divisão dos mestres no Norte, por gênero, em ordem decrescente, nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá e Acre, o número de mulheres mestres supera o de homens, diferente da realidade de Rondônia, Tocantins e Roraima.
No caso do Brasil, percentualmente, existem mais homens mestres com 51,4%, enquanto que as mulheres representam 48,6%.
Quanto à área de atuação desses mestres, na Região Norte, as atividades ligadas à educação contam com o maior número de titulados. Em seguida, os mestres têm atuado na área da administração pública, defesa e seguridade social.
No Amazonas, 840 mestres trabalham com educação, 695 com administração pública, defesa e seguridade e 167 com atividades profissionais, científicas e técnica, entre 1996-2009.
Quanto à empregabilidade, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram dados peculiares. As duas regiões apresentaram elevada empregabilidade dos mestres titulados.
Concluindo assim, que os dados evidenciam que o número de mestres na Região Norte ainda é tímido, posicionando-se em último lugar em relação às demais regiões. Contudo, vale destacar que o Norte foi o que apresentou o maior crescimento no período analisado (1196-2009).
Análise de indicadores de C&T no Amazonas
Na segunda parte da publicação, os Cadernos mostram que os gastos globais em P&D no ano de 2011, alcançaram a média de 2% em relação ao PIB em países como Estados Unidos, Alemanha, Japão e na Europa. O Brasil alcançou a marca de 1,52%, valor abaixo dos 2,3% de média apresentado pelas Américas e acima do 1% do restante do mundo.
No Amazonas, os resultados demonstram a evolução nas taxas de C&T. Entre 2000 e 2011, o Estado apresentou um crescimento superior a 1.500%, enquanto em igual período, o aumento do Brasil foi da ordem de 316%.
Outro resultado do estudo evidencia que nos gastos com P&D apenas 15% são destinados à pós-graduação, enquanto 85% restantes são destinados à execução orçamentária.
Fonte: Danyelle Soares – Ciência em Pauta