Novo edital do PCE dará apoio à formação continuada do professor

20/06/2012 – A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), em parceria com as secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM), de Estado de Educação (Seduc) e Municipal de Educação lançaram o Edital 2012/2013 do Programa Ciência na Escola (PCE) durante a abertura do Seminário de Avaliação Final do PCE, que ocorreu ontem, 19 de junho, às 15h, no Auditório do Centro Educacional de Tempo Integral Gilberto Mestrinho, localizado na Rua Leopoldo Péres s/nº, Educandos, zona sul.

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/Para a sexta edição do Programa o edital conta com recursos de R$ 4,27 milhões para dar suporte a bolsas para professores e estudantes da Educação Básica do Estado participantes do PCE. A diretora-presidenta da Fundação, Maria Olívia Simão, salientou que a diferença existente no edital lançado nesse evento é o processo de formação continuada do professor. Segundo ela, além da condução dos recursos para os projetos aprovados, será possível o acompanhamento para melhorar essas pesquisas, esclarecendo as dúvidas dos educadores que não alcançaram o mérito necessário para aprovação.

Ela comentou que esse é um processo de motivação ao professor, onde ele obtém subsídio aos projetos, para que ele possa ser estimulado a concorrer nos próximos editais com propostas em excelência. “Durante o processo de formação, os professores estão captando recursos em editais nacionais e outros estão realizando o curso de mestrado e doutorado, fora isso, alunos que participaram do programa, já estão frequentando a universidade, isso com certeza são conquistas que devem seu mérito ao PCE”, disse Maria Olívia.

PCE e os municípios

O PCE, ao longo de suas edições, tem desenvolvido ações nos municípios do Amazonas e, recentemente, foram feitas avaliações em Parintins, Nhamundá e Humaitá. Segundo Maria Olívia, o PCE no interior é uma forma de motivar os professores desses municípios, considerando que este cenário é resultado de estratégias de consolidação das políticas públicas do Estado do Amazonas.

“É importante que os jovens do interior tenham uma boa formação, pois, eles são responsáveis pela transformação econômica do futuro, garantindo a Ciência, Tecnologia e Inovação como eixos de desenvolvimento do Estado do Amazonas. Isso é um grande ganho, pois possibilita o crescimento econômico, tendo como pauta principal a sustentabilidade”, disse.

PCE e as comunidades/

Para o titular da Secti/AM, Odenildo Sena, as ações desenvolvidas pelo PCE são as que mais o emocionam, em razão do crescimento do programa, desde 2004. “Atualmente, o PCE abrange uma parte do interior do Estado, onde estão alocados quase 50% dos projetos. Temos a convicção e vemos os resultados sintetizados pelo envolvimento de estudantes e professores produzindo conhecimento em escolas públicas nos ensinos Fundamental e Médio”, acrescentou o secretário.

Sena salienta que os investimentos no Programa trazem certa tranquilidade, sabendo que no futuro será possível colher os frutos desse intenso trabalho do Programa. “A cada edição o programa apresenta novidades em projetos, isso ocorre desde quando iniciou suas atividades em 2004, destacando a parceria com a Seduc e a Semed, que permitiu ao Programa novos ares no processo de crescimento da ciência em nosso Estado”, disse.

Segundo o secretário, o PCE tem apresentado resultados positivos a partir da aplicabilidade dos projetos, o que tem impactado o cotidiano das comunidades em que foram desenvolvidos. “O retorno é imediato. Isso é tudo que queremos. E, no mais, esperamos que esses alunos decolem, ocupando as vagas das universidades e, aqueles que não optarem pela carreira científica, certamente serão bons cidadãos e cidadãs”, completa.         
O diretor do departamento de Políticas de Programas Educacionais da Seduc, Edson Melo, disse que o Programa é interessante, em razão da condução do aluno para a iniciação à pesquisa e, nesse contexto, agregando também a formação do professor na pesquisa científica. Para tanto, disse Melo, a FAPEAM criou um curso de capacitação, que atingiu um número considerável de professores que, atualmente, estão realizando mestrado e doutorado, resultado do PCE.

Para Melo, a extensão do PCE para o interior do Estado é bastante salutar, pois possibilita aos municípios uma “disputa” entre eles. Exemplo disso é Itacoatiara que foi o município que mais apresentou projetos. Ele confessa que falta muito para o Programa chegar a todos os municípios do Amazonas, mas a Seduc vem trabalhando para alcançar essa meta.

A representante da Semed, Missilene Nelson Brandão, exemplificou casos de referência do Programa. Um deles é o caso de uma comunidade rural, que por conta da seca e da cheia tiveram dificuldades na realização do Programa. Segundo ela, o importante nesse processo, é o envolvimento do professor, fazendo com os alunos passem a ser contagiados pela força de vontade na busca do conhecimento, oxigenando as atividades em sala de aula.

“A perspectiva é grande a partir do lançamento do Edital”, disse Brandão, que convidou todos os diretores de escolas de Manaus a participarem do lançamento e levarem essa boa nova aos professores, no sentido de aumentar o número de projetos.

A coordenadora do PCE no Estado do Amazonas, Maria de Fátima Vieira, que vem acompanhando o Programa desde sua formação, considerou extremante positivas e ousadas as ações desenvolvidas em outras edições. Segundo ela, neste seminário avaliativo, tanto professor, quanto alunos sairão beneficiados, pois foram capacitados para desenvolver e analisar seu projeto.

“O programa é formidável. É o apogeu da pesquisa quando há apresentação de resultados”, declarou Vieira.

Opinião

O coordenador do Projeto ‘As implicações socioambientais no tratamento de resíduos sólidos na comunidade Nossa Senhora de Fátima’, da Escola Municipal Sobreira do Nascimento, Ronaldo Gama Pereira, disse que o PCE é importante pois trata, muitas vezes, de problemáticas que atingem a comunidade. “É o caso da destinação do lixo despejado pelos comunitários”, disse.

“Os próprios alunos ao se deparar com essa questão começam a perceber que eles são atores importantes e que podem contribuir com o processo de redução do lixo, a partir da educação ambiental e da sensibilização da comunidade no momento que é feito o levantamento”, completa.

Para a estudante do 9° ano da Escola Municipal Edílio Teles Guimarães, Ana Moreira Neves, 15, que participou do ‘Projeto Experimental Experiências para o Futuro’, o PCE gerou um grande avanço no envolvimento dos alunos com a pesquisa, pois proporcionou à juventude uma oportunidade para conhecer a ciência, mais especificamente, no seu caso, a área de química.

“Com a participação fiquei curiosa em desvendar e saber das coisas, ou seja, o Programa possibilitou o meu envolvimento com a pesquisa, e fez com que isso interferisse no meu cotidiano. Hoje penso no futuro ser uma pesquisadora nessa área que aprendi a gostar”, declarou. 

Sobre o PCE

O programa consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas de Manaus e do interior do Amazonas. 

Sebastião Alves – Agência FAPEAM


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