Novo presidente quer CNPq mais presente no desenvolvimento do País
O novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o bioquímico Hernan Chaimovich Guralnik, disse que uma de suas metas é resgatar as diretrizes da Lei nº 1.310, que deu origem à fundação em 15 de janeiro de 1951 e prevê um papel mais forte da ciência e tecnologia no desenvolvimento do País, na cultura e na formação de profissionais.
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“Meu projeto é transferir a ideia da essencialidade da pesquisa básica, tecnológica e inovação para o desenvolvimento do País”, disse ele, em entrevista ao Jornal da Ciência em seu escritório, na Universidade de São Paulo (USP), que divide com sua esposa Iolanda Midea Cuccovia, também bioquímica e professora associada da mesma universidade.
Os princípios da Lei – criada pelo cientista Álvaro Alberto (22 de abril de 1889 a 31 de janeiro de 1976), almirante da Marinha e um dos primeiros presidentes da Academia Brasileira de Ciências (ABC) – segundo ele, serão adequados à nova realidade para estimular o desenvolvimento da investigação científica e tecnológica em qualquer domínio do conhecimento. Chaimovich, como é conhecido na área científica, se desligou da vice-presidência da ABC para assumir o CNPq, cuja posse será na terça-feira, 24 de fevereiro.
O novo presidente acredita que o CNPq, hoje, vem canalizando recursos para partes de projetos que não têm ligação direta com o objetivo para o qual foi criado.
O cientista, que assume a pasta em um ano de forte ajuste fiscal, disse, ainda, que um de seus grandes desafios é “transformar em recursos” o orçamento de R$ 2 bilhões previstos para este ano, evitando que investimentos em pesquisas sejam congelados no decorrer de 2015. Prometeu usar sua experiência para tornar mais eficiente a gestão do CNPq e afirmou que os projetos de pesquisa serão planejados e avaliados harmonizando os impactos científicos e sociais.
Leia a entrevista aqui.
Fonte: Jornal da Ciência