Omar Aziz reforça necessidade do PIM investir em pesquisas
1º/12/2011 – O governador do Amazonas, Omar Aziz, nesta quinta-feira, 1º de dezembro, reforçou a necessidade das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) investirem mais em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na região, visto que a maioria ainda não aloca recursos para estudos científicos no Estado. Ele explicou que essa será uma das metas para o próximo ano, após a posse do novo Superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa). Aziz destacou também, na ocasião, que o setor de CT&I é considerado estratégico e uma das prioridades de sua gestão, com o objetivo de beneficiar a comunidade em geral. “É necessário que essas empresas que estão ganhando dinheiro aqui destinem esses investimentos para a nossa realidade”, disse o governador, ao ressaltar que a tecnologia aplicada na produção de eletroeletrônicos no PIM é praticamente toda importada.
A declaração foi dada durante a abertura do Fórum conjunto do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).
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O encontro acontece nesta quinta e sexta-feira, 1º e 2 de dezembro, em Manaus-AM, no Centro de Convenções do Studio 5, no Distrito Industrial, zona sul. O evento é realizado pelo Consecti e Confap e conta com organização local da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect-AM).
O PIM faturou, de janeiro a setembro, US$ 30,1 bilhões, segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Contudo, conforme Aziz, a maioria das empresas não investe em P&D, o que é um problema que precisa ser solucionado. O governador salientou que as empresas precisam realizar ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida do povo da região, o que se obtém com ciência.
O governador também cobrou dos secretários estaduais de Ciência e Tecnologia e dos presidentes das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) do País um posicionamento sobre a situação do Centro de Biotecnologia da Amazônica (CBA) junto à presidenta Dilma Rousseff.
“Há 10 anos esperamos uma resposta dos Ministérios do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (Mdic), do Meio Ambiente (MMA) e do de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que não definem a situação jurídica do CBA, que irá fechar. A Suframa está sem superintendente. Não há como repassar os recursos para o CBA para pagar as pessoas que trabalham no Centro”, enfatizou, informando que o Governo do Amazonas via FAPEAM investe recursos em 35 projetos no CBA.
Segundo o governador, é preciso que todos os secretários e presidentes de FAPs redijam uma nota à presidenta da República manifestando o problema atual do Centro. Caso contrário, tudo que foi construído será perdido.
O titular da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect/AM) e presidente do Consecti, Odenildo Sena, destacou que o governador tem razão em cobrar um posicionamento sobre os investimentos das indústrias do PIM e sobre a situação atual do CBA.
“É preciso que as empresas instaladas aqui deixem algo e a melhor forma é investir em Ciência e Tecnologia. É preciso criar alternativas econômicas e sociais para fortalecer o próprio PIM”, pontuou.
Conforme Sena, ao final do evento, os secretários serão sensibilizados para assinarem um documento que será entregue à presidenta Dilma Rousseff, no qual apelaremos para que a presidenta determine aos ministros para que eles resolvam a situação. “O CBA é fundamental para o desenvolvimento da Amazônia, mas está com a luz vermelha acesa”, disse.
AM se destaca nacionalmente em CT&I
Omar Aziz lembrou que o Amazonas é um dos Estados que mais tem se destacado nacionalmente no investimento em pesquisa. De 2010 para 2011, o orçamento para a área cresceu 30%, saltando de R$ 130 milhões para R$ 167 milhões. Nos últimos anos, o sistema de Ciência e Tecnologia do Estado, composto pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), FAPEAM e Centro de Tecnologia do Amazonas (Cetam), recebeu investimento acima de R$ 1 bilhão. Outro dado que reforça a prioridade do governo em conhecimento, é o orçamento da UEA, que este ano foi de mais de R$ 200 milhões e deverá crescer ainda mais nos próximos anos, com a construção da Cidade Universitária.
O presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Mário Neto Borges, disse reconhecer os esforços do Estado do Amazonas na área de Ciência e Tecnologia. Segundo ele, indicadores nacionais mostram que a formação de mestres e doutores no Estado vem acontecendo num ritmo bem acima da média nacional.
De acordo com o secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, em 2002, um ano antes da criação da FAPEAM, o Amazonas tinha 460 doutores. Em 2008 já eram 1.086 e em 2011 são 1.500. Nesse intervalo, o número de mestres também cresceu mais que o triplo.
Segundo o governador Omar Aziz, o investimento na formação de pesquisadores é uma das prioridades de seu governo para área de C&T e a determinação tem sido para que as linhas de pesquisas sejam voltadas para projetos de geração de emprego e renda que levem em consideração a vocação econômica do Estado. “A determinação é investir naquilo que possa dar valor agregado na geração de emprego e renda para que a gente possa levar alternativas econômicas à população”.
Fórum Consecti e Confap em Manaus
O evento é uma realização do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) do Estado até esta sexta-feira, 2 de dezembro. O evento conta com a organização local do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sect/AM) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).
O encontro reúne gestores na área de Ciência, Tecnologia e Inovação, secretários estaduais e diretores-presidentes das FAPs do Brasil. Em pauta, serão alinhavadas iniciativas voltadas para a internacionalização da Ciência e Tecnologia brasileiras, que devem ser financiadas pelas FAPs e através de parcerias entre instituições brasileiras, francesas e canadenses.
Luís Mansuêto – Agência FAPEAM