Pesquisa estuda os efeitos do bullying na Escola
18/07/2011 – Preparar os alunos para a pesquisa por meio da análise crítica de sua realidade, auxiliando-os a desenvolver métodos e/ou técnicas para a promoção da mudança de posturas que contribuam para a intervenção do bullying na escola, família e sociedade, este é o objetivo do projeto desenvolvido por estudantes da Escola Estadual Dra. Zilda Arns Neumann, localizada no conjunto cidadão 5, Nova Cidade, zona Norte de Manaus.
A pesquisa faz parte do projeto intitulado ‘Os incidentes do bullying no contexto escolar da Escola Estadual Dra. Zilda Arns Neumann’, coordenado pelo professor de Língua Portuguesa, Alex Oliveira da Silva, por meio do Programa Ciência na Escola (PCE) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
O projeto visa conscientizar os componentes que formam o tripé da educação brasileira, escola, família e sociedade, sobre a importância da prevenção do bullying no ambiente escolar e social, buscando soluções para combater essa realidade e contribuir, principalmente, para a construção de uma escola e sociedade mais justa.
“Por meio deste projeto buscamos alcançar outros objetivos mais específicos, como desenvolver o senso crítico nos estudantes, incentivar a pesquisa, promover a escrita, entre outros”, explicou Silva.
De acordo com o coordenador, nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos, e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida. Por isso o tema é de suma importância, primeiro pelo fato de que essa prática é maléfica para a formação do cidadão, segundo serve como pressuposto para incentivar a pesquisa e a interpretação de dados e a análise crítica da realidade pelos alunos.
“Por ser um assunto que está sendo discutido em todos os meios de comunicação, e que representa uma realidade em muitas escolas brasileiras, a Escola Estadual de Tempo Integral Dra. Zilda Arns Neumann não se exonerou desse lastimável contexto, logo, foi necessário criar meios de combate e mudanças de comportamento frente ao bullying”, afirmou o professor.
Benefícios e participação dos estudantes
A ideia do projeto não se restringe apenas à comunidade escolar, na qual está sendo desenvolvido, mas quer trazer para dentro do debate a sociedade, que também pode se beneficiar com os resultados. “Os alunos irão colocar em prática tudo o que é e será abordado na escola. Desta forma, todos ficarão informados e mais conscientes sobre o tema, considerando que a vida em sociedade é uma extensão da escola”, frisou.
Durante a pesquisa, os estudantes vão fazer um levantamento estatístico de casos de bullying no ensino médio da Escola Estadual Dra. Zilda Arns Neumann, preparando um pequeno grupo de aluno para analisar essa realidade e ajudar no combate ao problema por meio de seminários, reuniões com pais, debates, palestras, oficinas educativas, panfletagem e até passeatas.
O professor informou, ainda, que os alunos estão empolgados com o projeto devido ser um assunto bastante polêmico, e a forma utilizada para abordá-lo na escola é um estímulo a querer pesquisar e fazer valer suas ações como estudantes. Além do coordenador, o projeto é constituído por cinco alunos do ensino médio e um apoio técnico.
Como resultado, a pesquisa apresentará um banco de dados que servirá como ferramenta de auxílio de combate ao bullying na escola para o ano seguinte. “Como conclusão do projeto, queremos escrever um artigo mostrando todo o processo do projeto desde sua concepção, atividades e resultados. Tal artigo tem por objetivo ser publicado para fazer parte do primeiro trabalho científico desenvolvido pelos alunos pesquisadores”, explicou.
Importância e valor financiado
De acordo com Alex Silva, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) é a peça chave para que o projeto dê certo, pois o apoio logístico que a fundação oferece é essencial para o custeio de materiais que irão auxiliar no desenvolvimento do mesmo. “Nos dias de hoje, carregar o nome FAPEAM no currículo é uma responsabilidade que eu e meus pesquisadores decidimos assumir para que tal projeto seja um sucesso”, destacou.
O valor destinado pela FAPEAM para o projeto é de R$4,7 mil, que estão sendo usados para custeios e compras de materiais, bem como o cumprimento de atividades estabelecidas no projeto, além de bolsas pelo período de seis meses para os envolvidos diretamente na pesquisa. (um professor/coordenador, cinco estudantes e um técnico).
Sobre o PCE
O PCE é um programa voltado a apoiar a participação de professores e estudantes dos ensinos Fundamental, Médio ou da Educação Profissional de Jovens e Adultos em projetos de pesquisa desenvolvidos nas escolas públicas municipais (Semed) e estaduais do Amazonas (Seduc).
Redação: Valdir Torres
Edição: Ulysses Varela – Agência FAPEAM