Pesquisa sobre o manejo do tambaqui é avaliada em seminário
06/07/2011- As bases para a elaboração de um plano de manejo do tambaqui, um dos peixes mais conhecidos e saborosos, do Amazonas foi a tônica do trabalho desenvolvido pelo pesquisador Luiz Henrique Claro Junior, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Tefé, município a 523 km distantes de Manaus.
Intitulada ‘Biologia e pesca do tambaqui, Colossoma macropomum na RDS Piagaçu-Purus: bases para elaboração do plano de manejo’, a pesquisa, já finalizada, foi realizada no âmbito do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os resultados foram apresentados no primeiro dia do ‘Seminário de Avaliação dos Programas da FAPEAM em parceria com o CNPq’ , no Campus 2 do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no bairro do Aleixo, zona sul da capital.
Resultados
O local escolhido para iniciar o levantamento, foi a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, situada na Bacia do Rio Purus, no Estado do Amazonas. A reserva abrange quatro municípios e as atuações do projeto se concentraram na região do lago Ayapuá (de água preta) e no setor de várzea conhecido como Cáua-Cuiuanã.
Monitoramento da pesca
O difícil acesso aos locais de estudo motivou a capacitação dos pescadores da região, que trabalham especificamente com o tambaqui. Na região do lago de Ayapuá a pesquisa foi bem aceita pela comunidade, que colaborou com projeto e se integrou na educação ambiental.
A capacitação consistiu na coleta de dados, medição do comprimento padrão do peixe, a retirada das escamas para a coleta de dados e identificação do sexo do animal.
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“Essas informações serviram para fazer o monitoramento da pesca feita na região. A participação dos pescadores foi necessária para tirar o maior número de informações sobre a biologia da espécie em estudo”, destacou o pesquisador.
Resultados Finais
Apesar da logística aplicada na realização da pesquisa alguns resultados foram favoráveis, como o fato da comunidade local ter se tornado uma fonte de informações importante para o projeto. “Apesar dos avanços percebemos que é necessária ainda a realização de outras pesquisas que não foram feitas por falta de equipamentos ou informação”, afirmou.
Para a avaliadora Nidía Fabré os resultados finais, mostram que algumas propostas foram bem desenvolvidas. “A avaliação é fundamental, pois, no caso de uma final como esta, o projeto já fechou e não tem como reverter e tentar refazer algo. Portanto, a evolução do resultado vai depender de cada pesquisador, no modo de conduzir seu experimento e ver se o resultado final adquirido foi o esperado”, lembrou.
Todos os trabalhos finalizados ou em execução apresentados durante o seminário receberam recursos da FAPEAM e do CNPq. Além do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR/AM), Programa Primeiros Projetos (PPP) estão sendo avaliados projetos do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência em Ciência e Tecnologia (Pronex) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pipic Jr).
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Redação: Rafaela Vieira
Edição: Ulysses Varela – Agência FAPEAM