Pesquisa utiliza insetos para monitorar meio ambiente em Manaus
10/11/2011 – O estudo ‘Macroinvertebrados aquáticos em ambientes alterados e não alterados pelo homem no município de Manaus’ é um dos projetos financiados pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Jr (Pibic Jr) e teve o seu resultado apresentado ao público por meio de uma exposição montada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A pesquisa procurou destacar a importância dos insetos aquáticos na ciclagem de nutrientes em grande escala. De acordo com um dos coordenadores do projeto, professor Augusto Ferreira, os insetos aquáticos são responsáveis por converter nesse ecossistema a matéria vegetal em tecido animal, sendo assim uma importante fonte de energia para vários outros níveis tróficos da cadeia alimentar.
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O objetivo do trabalho foi observar as diferenças na diversidade dos macroinvertebrados aquáticos através da análise da composição da fauna em três tipos de ambiente: trechos de nascente, áreas preservadas e trechos que sofrem impactos provocados pelo homem.
“Este projeto foi lançado com a proposta de conscientizar alunos de Ensino Médio sobre como as atividades humanas afetam as comunidades de insetos aquáticos, visando à preservação dos insetos aquáticos e de seu ambiente”, afirmou Ferreira.
Diversidade
Ferreira explica que várias coletas foram realizadas em dois igarapés de Manaus: uma na reserva da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) localizada na zona leste da cidade e outra no Parque Urbano Jefferson Péres (zona sul), com o auxílio de redes entomológicas aquáticas para posterior triagem e identificação em microscópio.
Os resultados foram tabelados gerando gráficos sobre os índices de riqueza e abundância das espécies de insetos bioindicadores. Desse processo, foram obtidos 163 macroinvertebrados no igarapé da Ufam, sendo 150 pertencentes à classe Insecta e 13 à classe Crustácea.
No igarapé do Parque Jefferson Péres foram coletados 1.003 macroinvertebrados, entre os quais 863 pertencem à ordem Diptera e 140 à ordem Coleoptera.
“Esse estudo por ser do Pibic Jr, faz com que os alunos do Ensino Médio iniciem o conhecimento no meio científico. E a exposição montada no Inpa foi importante para que eles saibam que nos igarapés e lagos do Amazonas há uma população de insetos aquáticos que é importante para a natureza porque eles servem de alimento para vários peixes e outros invertebrados, por isso é necessário que eles tenham conhecimento desse estudo”, concluiu Ferreira.
Redação: Nefa Costa
Revisão Ulysses Varela – Agência FAPEAM