Pesquisadora do Inpa explana sobre áreas alagáveis amazônicas na SBPC
25/07/2012 – São Luís (MA) – Estudantes, pesquisadores e interessados em conhecer e entender mais sobre as áreas úmidas do Brasil participaram na tarde desta terça-feira (24/07), da mesa redonda intitulada “Ecossistemas de áreas úmidas brasileiras: vulnerabilidade e perspectivas de uso sustentável”, que contou com apresentações das pesquisadoras: Maria Tereza Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI); e Carolina Joana da Silva da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT). O evento foi uma das atividades inseridas na programação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
A pesquisadora realizou a pesquisa "Caracterização, classificação e avaliação do potencial de uso como base para uma política de manejo sustentável das áreas úmidas do Estado do Amazonas" por meio do Programa de Núcleos de Excelência (Pronex) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).
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Áreas inundáveis
Repiquete, períodos de seca e enchente, perda de biodiversidade, capacidade adaptativa que as populações tradicionais possuem para superar e se adaptar aos distúrbios e mudanças de variação climáticas, foram abordados, na ocasião.
A pesquisadora do Inpa ministrou a palestra intitulada “As áreas inundáveis amazônicas: características, vulnerabilidade e perspectiva do uso sustentável”, para explicar sobre os ambientes Amazônicos e onde o nível de inundação muda ao longo do ano. “Na América do Sul é estimada uma cobertura de áreas úmidas em torno de 20%, e ocorrem em todos os biomas brasileiros, cada um com suas próprias características”, disse.
Outro aspecto abordado por Piedade foi o ritmo de crescimento das árvores nos ambientes alagáveis, estudados por meio da “dendrocronologia”, que permite aos pesquisadores saber o tempo de desenvolvimento das espécies arbóreas nas épocas de seca ou enchente.
Segundo a pesquisadora, nos últimos 20 anos os estudos apontam picos de cheias e secas mais intensas. Ela também falou sobre um modelo de estudo, utilizado como ferramenta que possibilita saber com dois meses de antecedência o pico de cheia nos rios na região amazônica, como o caso ocorrido no ano de 2012 no Amazonas, onde mais de 11 mil famílias sofreram com o período da cheia.
Sobre a pesquisadora
Pesquisadora do Inpa desde 1988, Maria Tereza Piedade estudou mestrado e doutorado em Ecologia no Inpa. Suas áreas de pesquisas são: ecologia de áreas úmidas, ecofisiologia da vegetação de áreas úmidas e uso sustentável de áreas alagáveis amazônicas.
Em 2011, Piedade foi agraciada, durante o Simpósio Latino Americano em Bonn na Alemanha, com o prêmio Joachim Adis de Ecologia Tropical Interdisciplinar, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol da pesquisa.
Fonte: Inpa, por Eduardo Gomes