Plano de CT&I para o Norte é debatido em Fórum Regional do Consecti/Confap

01/12/2011 A criação de um Plano Regional de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Amazônia. Essa foi a pauta principal do 3º Fórum Regional Norte do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado nesta quarta-feira, 30, em Manaus. O evento, organizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sect/AM), reuniu no Auditório Tauató da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Amazonas (FAPEAM), secretários estaduais de CT&I e presidentes das Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados da Região Norte, com o objetivo comum de definir metas e estratégias específicas para potencializar a região a partir de investimentos na área de CT&I.

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Segundo o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas e presidente do Consecti, Odenildo Sena, esse plano é importante pelo fato de que a Amazônia tem particularidades que não são contempladas dentro de Plano Nacional. 

“Com esse documento queremos negociar com o Governo Federal para que seja criado um plano de desenvolvimento para a região baseado em Ciência e Tecnologia abordando nossas dificuldades pontuais. É um erro pensarmos que a Amazônia é uma questão regional. É necessário que o Brasil tenha um projeto específico para a Amazônia”, frisou.

As ações de pesquisa e a falta de recursos humanos são alguns dos problemas a serem superados na Amazônia, segundo o secretário, que citou ainda as questões logísticas e a precariedade do acesso a internet. 

“O que queremos é elencar esses gargalos e estabelecer metas de comum acordo com o Governo Federal para que possamos gerar conhecimento e produção científica nessa região tão rica que é a Amazônia, atrair mais jovens para as carreiras científicas e fixá-los aqui. Já avançamos na formação de doutores, mas falta muito para conseguirmos fixar esses recursos humanos na região, e a FAPEAM, desde a sua fundação tem contribuído para isso. Em 2002, tínhamos formado apenas 460 doutores e, com o auxílio da FAP, conseguimos saltar para 1.500 em 2010”, destacou. 

Sobre essa contribuição a diretora-presidenta da FAPEAM, Maria Olívia Simão, ressaltou que além da formação de recursos humanos a FAPEAM também investe em outro desafio local que é a inovação em micro e pequenas empresas.

src=https://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/imgeditor/002_FORUM.jpg“Temos um grande volume de riquezas, mas essas riquezas têm que ser industrializadas aqui. Esse é um grande desafio, pois não queremos vender insumos e sim industrializar os produtos. O Governo do Estado tem uma preocupação de transformar as nossas riquezas em produtos e esse é um dos eixos da Fundação que também apoia as pesquisas de ciência básica, como forma de entendermos melhor a Amazônia”, pontuou.

Durante as discussões o diretor da regional Norte do Consecti e titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará, Alex Mello, disse que é necessário que haja uma maior união entre os Estados do Norte com vistas para a questão do desenvolvimento de ações práticas na elaboração do Plano.

“Hoje existe uma dispersão das bancadas em nossa região, diferente do que ocorre em outras bancadas como a do Nordeste. Isso significa que não partilhamos as dificuldades e acabamos não dimensionando forças e recursos que poderiam ser importantes nessa empreitada”, alertou.

Caracterização da Amazônia

A grande biodiversidade, a falta de conhecimento e conservação com agregação de valor é outro fator que dificulta esse trabalho, segundo o presidente do Instituto de Amparo à Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Roraima (Iacti/RR) Daniel Gianluppi. “Vejo isso com um dos nossos grandes desafios”, disse.

src=https://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/imgeditor/006_FORUM(1).jpgOs debatedores avaliaram que é necessário associar um trabalho técnico ao um plano político e unificar as bancadas como principais estratégias para a elaboração do Plano de Ação para a Amazônia. Alex Mello lembrou que a região tem um grande potencial que precisa ser valorizado.

 “Temos um grande potencial de riqueza e vamos cobrar do Brasil que transforme essa região em uma potência biotecnológica com foco em recursos florestais e hídricos capitaneadas por instituições biotecnológicas, pois não existe uma política de aproveitamento das riquezas da Amazônia para o País. Temos a maior floresta tropical do planeta, a maior biodiversidade e banco genético da Terra, a maior bacia hidrográfica da terra, mas não temos uma Embrapa da Floresta, nem um Instituto das Águas”.

Participaram do Fórum Regional Norte do Consecti e Confap secretários estaduais e presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados do Amazonas, Amapá, Roraima, Tocantins, Pará e Acre no dia 1º e no dia 2 eles participam do Fórum nacional realizado em Manaus para onde levarão os resultados do encontro regional.

Rosilene Corrêa – Agência FAPEAM

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