Postura dentro do contexto escolar é alvo de pesquisa

21/06/2012 – Orientar os estudantes sobre o modo correto da postura foi o foco do projeto intitulado ‘Detecção de Transtornos Posturais em Escolares do Ensino Médio’, realizado na Escola Estadual Senador Petrônio Portela, localizada no bairro Dom Pedro 2, zona centro-oeste, com alunos do Ensino Médio. No total, 100 estudantes participaram da avaliação, sendo que 80 apresentaram algum tipo de desvio na postura.

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O trabalho é fruto de um projeto submetido ao Edital 012/2010 do Programa Ciência na Escola (PCE), que recebe incentivos do Governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

De acordo com a coordenadora do projeto, Lisandra Xavier, a ideia de realizar o projeto surgiu quando ela percebeu um grande número de estudantes com má postura na escola. A professora revelou que os problemas relacionados a esses transtornos posturais se devem principalmente ao peso das mochilas, pelos estudantes optarem em sobrecarregar apenas um lado do ombro com as bolsas, e também pela postura errada mantida por eles ao assistir às aulas.

“A escola funciona em tempo integral. No período da manhã, os alunos sentam de um jeito e, à tarde, por já estarem cansados, sentam-se de outra forma, mais relaxada, sem a menor preocupação com o modo correto da postura. E isso pode gerar uma consequência grave, como os transtornos posturais”, informou.

Conforme Xavier, a má postura propicia muitos desequilíbrios na coluna dos estudantes. Ela explicou que quando o indivíduo permanece por muito tempo em uma postura inadequada, seu corpo fica submetido a uma sobrecarga mecânica e isso acarreta síndromes dolorosas devido às alterações dos padrões musculoesqueléticos.

“É fundamental zelar pela saúde dos estudantes. É nesse contexto que o educador atua como um mediador na reeducação motora dos padrões posturais, que possibilitam atividades educativas e autoconstrutivas, que possam melhorar a harmonia corporal e, consequentemente, a sua qualidade de vida” destacou.

Metodologia da Pesquisa

Conforme Xavier, palestras e seminários foram realizados na escola informando quais eram as doenças e as consequências que a má postura pode trazer à saúde. A educadora revelou contente que após as orientações  muitos alunos transformaram seus hábitos e o desenvolvimento escolar melhorou, além dos cuidados com a postura.

Para Talissa Dutra, uma das bolsistas de iniciação científica que participou da execução do projeto na escola, o maior desafio durante a pesquisa foi abordar os estudantes na escola. Segundo ela, a maioria não aceitava a ideia de modificar seus hábitos e também não reconheciam que tinham uma postura inadequada. Muitos rejeitavam a equipe.  A estudante também revelou que o projeto foi bastante positivo para seu processo de formação educacional.

 “Além de poder trabalhar com os demais estudantes o aprendizado foi grande tanto para elas quanto para mim. Com o tempo, eles foram modificando seus hábitos. Foram estudados vários conceitos sobre qual seria a postura mais correta e isso contribuiu bastante, não apenas para os alunos que participaram da pesquisa, mas também para benefício da escola em geral”, disse.

Sobre PCE

O Programa Ciência na Escola (PCE) faz parte da política do Governo do Estado para difundir a ciência e promover o interesse dos jovens pelo mundo científico. Para isso, o programa consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas de Manaus e interior do Amazonas. Desenvolvido pela FAPEAM, o programa conta com o apoio da Seduc, Semed capital, Semed Itacoatiara e Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Redação: Esterffany Martins

Edição: Jesua Maia – Agência FAPEAM


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