Produção de peixes em açudes é incentivada no Amazonas

20/10/2011 – A produção de peixes no Estado do Amazonas está ganhando força e incentivo das instituições de pesquisa e de fomento, principalmente no meio acadêmico. Através desse estímulo, foi possível viabilizar na Região Norte o primeiro curso voltado inteiramente dedicado à produção de piscicultura de espécies de alto valor comercial. Denominado ‘Aquicultura, produção de organismos aquáticos’, o curso é fruto de uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e a Universidade Nilton Lins (UniNiltonLins).

Entre os estudos realizados pelos estudantes do curso e apresentados na Aldeia do Conhecimento, durante as programações da 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, está a produção em açudes de espécies de alto valor comercial, entre as quais o tambaqui (Colossoma macropomum), matrinxã (Brycon amazonicus) e pirarucu (Arapaima gigas), este último já proibido de pesca o ano inteiro.

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Quem vai ao estande tem a oportunidade de conhecer as melhores práticas de manejo das espécies citadas e de outros organismos aquáticos amazônicos, criados em diferentes sistemas de confinamento. As pesquisas realizadas pelo grupo contam com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O estudante de doutorado, César Augusto Oishi, falou sobre a importância do cultivo dessas espécies.

“O grande intuito do estande, que possui um aquário como um grande chamariz, principalmente para as crianças, é divulgar a importância da produção dessas espécies, haja vista a grande exploração destes principalmente do pirarucu. Queremos divulgar a viabilidade da produção e acabar com alguns mitos e preconceitos que existem quanto ao peixe criado em cativeiro”, explicou.

Essa abordagem, segundo Oishi, é muito importante, principalmente pelo cenário atual que estamos vivendo.   “A grande ideia, a partir de agora, é mostrar para os visitantes que algumas espécies de valor comercial que eles têm na mesa, podem ser produzidas em açudes e não ficam com sabor diferente daquelas que são retiradas da natureza e esta é uma opção para levar alimento diariamente para as pessoas. Isso é importante especialmente pelo crescimento da população e também para incentivar o consumo desse tipo de alimento pelo o amazonense, que ainda é contra o peixe criado em açude”.

Rosilene Corrêa – Agência FAPEAM

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