Projeto incentiva estudantes a conhecerem o mundo dos insetos
30/01/2012 – A fauna amazônica é rica pela diversidade de insetos ainda não identificados pelo homem e o trabalho de descobrir espécies nativas é fascinante e sedutor. Estes fatores fizeram com que o coordenador e mestre em Biologia Urbana, Racy Manuel Rajar Sarmento Dias, passasse aos seus alunos a ideia de montar um insetário para proporcionar um melhor aprendizado sobre as espécies.
O trabalho: ‘Coleta de dez ordens de insetos para construção de um insetário’ desenvolvido no Centro Educacional Berenice Martins, localizado no bairro Mauazinho, zona leste, levou os alunos a iniciarem um acervo com animais encontrados nas imediações do bairro.
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O projeto faz parte do Programa Ciência na Escola (PCE) e conta com recursos do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), no qual estudantes de escolas públicas municipais e estaduais da capital e interior são integrados à prática da iniciação científica.
Insetário
O projeto se encontra em fase de andamento tendo o término previsto para o primeiro semestre deste ano. Os alunos envolvidos já fizeram levantamento bibliográfico e coletas experimentais na Reserva Ducke, uma área verde do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), localizada na zona norte de Manaus.
De acordo com o Dias, o projeto tem uma finalidade didática. "O projeto nasceu com uma única finalidade: fazer com que os alunos se interessem mais pelos estudos das espécies. Além do mais, a construção desse acervo, vai fazer os jovens adquirirem maior conhecimento sobre a diversidade das espécies de insetos", explicou.
As coletas experimentais na Reserva Ducke proporcionaram aprendizado aos alunos através do reconhecimento do habitat, tipo de alimentação, função das modificações morfológicas estudadas e importância dos diversos grupos de insetos presentes na natureza.
"O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, compreensão dos fundamentos científico e tecnológico dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, são fundamentais e de grande relevância para os alunos", relatou Dias.
A coleção do insetário deverá conter dez exemplares de ordens identificadas, montadas em alfinetes entomológicos ou em frascos com álcool, incluindo, no mínimo 15 insetos adultos de cada ordem em cada caixa entomológica.
O coordenador e mestre em Biologia Urbana, espera que ao final do projeto os estudantes sejam capazes de perceber: a importância das divisões da entomologia e ainda a divisão do corpo dos insetos: cabeça, tórax, abdome, divisões, camadas e inclusões epidérmicas, assim como os mecanismos de acoplamento, sendo capazes de explicar a reprodução e o desenvolvimento das espécies estudadas.
Apoio FAPEAM
Para o coordenador a FAPEAM exerce um papel importante para que projetos como este tenham sucesso e para que os estudantes tenham a consciência sobre o ambiente em que vivem.
"Desde o início dos trabalhos os cinco alunos envolvidos passaram a ter curiosidade sobre os insetos. Agora eles já procuram por artigos, fazem pesquisas por conta própria e isso é satisfatório, tudo graças ao PCE e à instituição que desenvolve o programa", finaliza Dias.
Sobre os insetos
Segundo a dados disponíveis sobre o estudo dos insetos, ele são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra, possuem mais de 800 mil espécies descritas, mais do que todos os outros grupos de animais juntos. Os insetos podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas do planeta, mas só alguns pequenos números de espécies se adaptaram à vida nos oceanos. Existem, aproximadamente, 5 mil espécies de Odonata (libélulas), 20 mil de Orthoptera (gafanhotos), 170 mil de Lepidoptera (borboletas), 120 mil de Diptera (moscas e mosquitos), 82 mil de Hemiptera (percevejos e afídeos), 350 mil de Coleoptera (besouros) e 110 mil de Hymenoptera (abelhas, vespas e formigas) e o estudo dedicado aos insetos é conhecido como Entomologia.
Sobre o PCE
O Programa Ciência na Escola consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas estaduais municipais com o apoio das secretarias Estadual (Seduc) e Municipais (Semed – Manaus e Itacoatiara) de ensino.
Redação: Rafaela Vieira
Edição: Ulysses Varela – Agência FAPEAM