Rede de pesquisa prioriza segurança nas transfusões sangüíneas

Aumentar a segurança dos usuários de bancos de sangue brasileiros é o principal objetivo da Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança Transfusional, criada nesta quarta-feira (25), durante reunião na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília

A Rede é formada por hemocentros e Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de sete estados brasileiros.

Na parceria, os hemocentros serão responsáveis por desenvolver pesquisas que levem à melhoria e ao aumento da segurança transfusional, especialmente no sentido de desenvolver novas tecnologias que promovam maior segurança ao usuário. Às FAPs, caberá o financiamento das pesquisas, que também contarão com recursos do Ministério da Saúde e do CNPq.

Participam da Rede os estados de Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amazonas e o Distrito Federal. A Rede conta com um comitê gestor formado por representantes de todas as instituições envolvidas. Além dos hemocentros e das agências financiadoras, a Rede tem a parceria da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

De acordo com a presidente da Fundação Hemominas e representante da Fapemig no comitê, Anna Bárbara de Freitas Proietti, a Rede Brasileira de Segurança Transfusional vai funcionar em um sistema cooperativo, com projetos de pesquisa multicêntricos, geridos por uma central executiva, ainda não definida, que será sediada em um dos Estados participantes.

Início das pesquisas

Proietti adianta que os trabalhos da Rede terão início imediato. No primeiro instante, haverá o nivelamento dos trabalhos entre todos os estados participantes. Segundo ela, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco estão um passo à frente, uma vez que já participam do Estudo Multicêntrico Internacional em Doadores de Sangue (Reds), financiado pelo Instituto de Pesquisas em Sangue da Califórnia (EUA). "Depois, vamos trabalhar com a questão da triagem clínica e sorológica do doador e sua motivação para doar. Saber o que leva o doador ao banco de sangue pode nos ajudar, por exemplo, em campanhas de captação de doadores", diz a presidente do Hemominas.

De acordo com ela, a Rede também vai atender demandas do Ministério da Saúde e da Anvisa, contribuindo para a tomada de decisões técnicas e políticas. "Podem ser formuladas questões de pesquisa para que os hemocentros possam responder às necessidades de pesquisa que o MS e a Anvisa têm, como, por exemplo, saber se um produto é seguro", exemplifica.

Fonte: Ascom da Fapemig


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