Representantes da Secti e FAPEAM realizam visita ao parque tecnológico da PUC-RS

13/09/2012 Gestores da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Secti-AM) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) visitaram na última quarta-feira, 12/09, o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Tecnopuc), em Porto Alegre (RS). O objetivo foi conhecer o modelo de gestão do empreendimento, que foi por duas vezes premiado como o melhor parque tecnológico do Brasil.

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A visita faz parte de uma ação capitaneada pela Secti-AM que integra o projeto estratégico de promoção à cultura inovadora no Estado por meio da implantação do primeiro Parque Tecnológico do Amazonas. O projeto é inédito e está em fase inicial de discussão.

“Esse tipo de iniciativa é de fundamental importância nesse processo, sobretudo porque é por meio dessas visitas que estamos tendo a possibilidade de conhecer experiências exitosas e que irão contribuir sobremaneira para subsidiar as decisões quanto ao modelo de parque tecnológico que pretendemos implantar em nosso Estado”, destacou o titular da Secti-AM, Odenildo Sena.

src=https://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/imgeditor/pt2.jpgPara a diretora-presidente da FAPEAM, Maria Olívia Simão, a decisão de conhecer a trajetória de empreendimentos dessa natureza é fundamental para a definição de mecanismos a serem adotados, bem como para “queimar etapas”, evitando possíveis tropeços que podem surgir no decorrer do caminho. “Não podemos jamais achar que vamos inventar a roda, pois ela já existe. Temos um potencial enorme associado a bionegócios, à economia verde, à biodiversidade e até mesmo, aos negócios criativos para alavancarmos nossa economia nesses espaços inovadores. O que precisamos é construir uma estratégia para conseguir isso”, disse. 

Iniciativa do AM é destacada

O diretor do Parque Científico e Tecnológico da PUC-RS, Roberto Moschetta, ressaltou o grande interesse demonstrado pela comitiva amazonense em implementar no Estado uma solução de modelo de parque tecnológico para estimular processos inovadores.

Segundo ele, “o ambiente que já desenvolveram conceitualmente aliado às competências que possuem e às características particulares da Amazônia e, principalmente, da Zona Franca de Manaus (ZFM), podem ser bem articulados e contribuir para gerar uma solução realmente interessante para o Estado”.

Desafio

Moschetta salienta apenas que um dos desafios a serem enfrentados é justamente construir uma solução de parque tecnológico que supere as “amarras legais” hoje existentes. “Vencer esse desafio é o trabalho mais importante a realizar”, afirmou. Contudo, o diretor do parque tecnológico recorda que, tanto no Brasil quanto no exterior, há experiências de empreendimentos que, tendo origem no setor público, conseguiram constituir um sistema de governança de parque suficientemente flexível e ágil para dar conta das relações que precisam ser estabelecer nesse modelo.

Modelo empreendedor e inovador

Fundamentado nos conceitos de empreendedorismo e inovação, o Parque Científico e Tecnológico da PUC-RS, que tem pouco mais de 10 anos, possui um modelo de gestão baseado na busca pela aproximação junto a empresas e governo.

A definição de uma rede de agentes com tarefas específicas necessárias para o funcionamento do parque tecnológico foi uma das estratégias utilizadas e que se tornou fundamental para a consolidação do empreendimento. Um deles, foi a agência responsável por fazer a interlocução entre a academia e o ambiente empresarial.

Atualmente, o Tecnopuc possui mais de 80 empreendimentos instalados de base tecnológica. A sua atuação abrange as seguintes áreas: Tecnologia da Informação e Comunicação, Eletroeletrônica, Energia, Biotecnologia (Biologia e Saúde), Meio Ambiente (Tecnologias Renováveis) e Indústria Criativa.

Convergência

A iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas converge com a decisão do governo federal, tomada recentemente, de sistematizar uma política pública de incentivo à implantação de parques tecnológicos na Amazônia. A decisão foi divulgada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, durante o último Fórum conjunto dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), ocorrido durante a 64ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu no mês de julho, no Maranhão.

Na ocasião, Raupp fez questão de frisar que o objetivo do governo federal é adotar alternativas viáveis de parques tecnológicos que possam ser desenvolvidas levando em consideração as potencialidades da região e os saberes tradicionais dos povos amazônidas. “Queremos utilizar os conhecimentos tradicionais que existem nessas regiões sobre os elementos da biodiversidade para desenvolver novos negócios”, afirmou.

 Fonte: Lisângela Costa – Ciência em Pauta

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