Secretaria defende C&T para proteção do saber tradicional
02/05/2013 – Representantes de países latino-americanos reunidos no seminário internacional ‘O Desafio do Diálogo de Saberes nos Estados Multinacionais’ discutiram iniciativas para favorecer a manutenção dos conhecimentos das comunidades tradicionais – a exemplo dos grupos indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas.
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Para a coordenadora-geral de Acompanhamento da Execução de Projetos de Inclusão Social da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI), Valéria Grilanda, a ideia é que esses saberes não se percam com o tempo e se solidifiquem de maneira que possam ser repassados às futuras gerações.
“Nesse sentido, a ciência e a tecnologia podem servir de instrumento para ajudar as comunidades a se apropriarem de seu próprio conhecimento”, disse a representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no evento. “As tecnologias podem ajudar as comunidades tanto no registro e proteção de seus conhecimentos como na promoção, qualificação e divulgação desses saberes”.
O evento, realizado entre os dias 15 e 19 de abril, em Quito, foi promovido pela Secretaria Nacional de Educação Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (Senescyt) do governo equatoriano, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Participaram do encontro representantes do México e de países da América do Sul, como Argentina, Colômbia e Peru, além do Equador e do Brasil.
Na avaliação de Grilanda, o Seminário permitiu o intercâmbio de experiências e a integração dos participantes em torno de ações concretas pela mobilização diante da expectativa de favorecer a manutenção dos conhecimentos tradicionais.
Secis
Durante o encontro, Grilanda apresentou um panorama da Secis e dos projetos do MCTI que têm interface com as comunidades tradicionais, com destaque para a área de segurança alimentar e para o Plano de Desenvolvimento da Amazônia. A iniciativa está em fase de elaboração e deverá incluir o conhecimento tradicional da região em um programa piloto.
De acordo com a coordenadora, o evento também permitiu conhecer o trabalho de diferentes países latino-americanos na área de ciência e tecnologia para inclusão social. A estrutura brasileira, disse Valéria, chamou a atenção dos gestores argentinos. “Eles estão montando a secretaria deles e levaram todas as informações sobre a forma de funcionamento da Secis para referência”.
Um dos avanços destacados por Grilanda foi a articulação do grupo para incluir a discussão na agenda do Fórum Mundial de Ciência, a ser realizado em novembro no Rio de Janeiro. “A ideia é produzirmos um documento com solicitação à organização do fórum para que o tema tenha um espaço específico no evento”.
Fonte: Portal MCTI, por Denise Coelho