Sustentabilidade é item de discussão em escola pública de Itacoatiara (AM)

23/10/2012 – É certo afirmar que sustentabilidade se faz no dia a dia, nas grandes, mas principalmente nas pequenas ações, nos atos simples que representam a grande maioria das populações humanas, como por exemplo, separar o lixo, substituir sacolas plásticas dadas em supermercados pelas ecobags, aquelas sacolas que você pode levar para casa e depois reutilizá-las.

Na Escola Estadual Maria Ivone de Araújo Leite, localizada no município de Itacoatiara (a 176 km de Manaus), a sustentabilidade virou item de discussão, para ser vivido dentro da escola.

src=https://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/imgeditor/PCE%20sustentabilidade.jpgSob a coordenação da professora Alcimara de Oliveira foi implantado o “Projeto Berlinda e Abracadabra: Escola Sustentável Já” que faz parte do Programa Ciência na Escola (PCE), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O Projeto representa um importante item no processo de construção da educação ambiental na escola, pois um dos grandes problemas para a integração do tema ao contexto escolar é a falta de conhecimento da temática por alunos e professores.

Nesse sentido, trabalhar a educação ambiental como instrumento de sensibilização dentro da escola, é inserir um instrumento valioso no currículo escolar, com um enfoque fundamental para efetiva construção de uma cidadania crítica e consciente, capaz de intervir de uma forma responsável e democrática nas diversas tomadas de decisão de caráter social e ambiental, além de contribuir para resolução de problemas ambientais no ambiente escolar e seu entorno.

Um dos principais objetivos do projeto é proporcionar uma escola bonita, prazerosa e auto-sustentável onde a convivência seja pacífica, tornando um centro que compartilhe mudanças positivas na comunidade. Para implantar e manter essa postura dentro da escola é preciso igualar o discurso à prática. Segundo a coordenadora do projeto, não adianta falar em classe sobre o combate ao desperdício de água e lavar o pátio com mangueiras ou debater fontes de energia renováveis e manter luzes acesas em locais banhados por luz natural.

Os jovens pesquisadores, Adriano Andrade Caldas, Brenda Stefany Cordovil Cruz, Francisca Natália Assunção Belém, Leidy Nara Andrade Sares Pereira e Victoria Fernanda Rolim Mendonça, aprenderam noções simples de sustentabilidade, tal como fechar a torneira quando estiver escovando os dentes, separar o lixo dentro de casa como materiais recicláveis e materiais não-recicláveis. Além disso, conheceram informações sobre energias renováveis e fizeram questão de repassar tudo o que descobriram tanto na escola quanto dentro de casa.

Hoje, faz parte da rotina desses alunos auxiliar professores e funcionários a cuidar de uma horta, manter uma composteira de resíduos orgânicos e cultivar árvores. A coordenadora enfatiza a importância de gestos pequenos, porém eficientes. “E todos ficam atentos a questão do desperdício, mantendo luzes desligadas sempre que há a iluminação natural disponível”, afirmou a professora Alcimara de Oliveira.

Além das mudanças de atitude e mentalidade dos alunos, o patrimônio escolar ganhou com as novas medidas dos alunos, a escola passou por reformas. O local que antes era todo sujo, riscado, grafitado, agora dá espaço ao belo, um mural foi pintado com temas voltados para sustentabilidade e agora enfeita o pátio da escola.

Este se propôs a passar para os alunos noções de Educação Ambiental para ser usado como instrumento de sensibilização frente aos problemas ambientais percebidos no espaço escolar e seu entorno, com a finalidade de proporcionar aos alunos a aquisição de habilidades que lhes possibilitem novos conhecimentos sobre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

Sobre o PCE

Criado pela FAPEAM e realizado em parceria com a Seduc, Semed Manaus, Semed Itacoatiara, Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e apoio do Inpa, o Programa Ciência na Escola consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes de ensino fundamental e médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas.

Fonte: Naira Nascimento – Comunicação do PCE
 


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