Tanques de peixe contribuem para o aumento da malária

Os principais resultados da pesquisa sobre “Monitoramento da malária em tanques de piscicultura” e do relatório técnico “Análises da doença de chagas aguda no município de Coari” serão apresentados hoje (30), das 8h30 às 12h e de 14h às 17h30, no auditório da biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

O primeiro consiste em informações sobre a presença do mosquito transmissor da malária em tanques de piscicultura, tida como uma das principais fontes de renda para região.  O segundo é a conclusão do trabalho feito por pesquisadores do INPA e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) sobre o surto da doença de chagas ocorrido em Coari, onde 25 pessoas foram infectadas após tomarem açaí contaminado.

Os palestrantes serão: o chefe do Laboratório de Malária e Dengue, Wanderli P. Tadei; o pesquisador da Coordenação de Pesquisas em Entomologia (CPEN), Toby Vicent Barret; ambos do INPA; e o representante da FVS, Romeu Fialho.

Pela manhã, Tadei apresentará dados que mostram que os tanques de piscicultura representam um criadouro permanente de mosquitos transmissores da malária no entorno de Manaus, que encontram condições de reprodução durante todo o ano. Ele disse que isso acontece porque nos tanques as águas não sofrem influência do pulso da vazante e os tanques permanecem produtivos durante o ano todo.

Segundo Tadei, uma das alternativas para controlar o problema está em instruir os piscicultores para fazer o monitoramento das margens dos tanques para reduzir a área produtiva e da necessidade de tratamento periódico com biolarvicida. O pesquisador explicou que o objetivo do trabalho foi avaliar se a piscicultura pode estar interferindo na incidência de malária em Manaus e encontrar formas de monitoramento dos tanques.

Romeu Fialho vai fazer um resumo da malária nos últimos anos e principais fatores de risco e influência dos tanques de piscicultura na transmissão da doença.

Já o pesquisador Toby Barret apresentará os resultados do relatório técnico denominado “Doença de Chagas Aguda em Coari: Análise Entomológica e Eco-Epidemiológica do Surto”. O mesmo foi feito no mês de abril após um surto da doença ocorrido no município. Na época, 25 pessoas da comunidade Santa Maria ou que a tinham visitado foram infectadas pelo Trypanosoma cruzi. De acordo com Barret, a hipótese levantada foi de que os pacientes tinham apresentado a doença após tomarem açaí contaminado.

Os projetos foram financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Rede CT-Petro e Piatam.

INPA


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