UEA apresenta projeto Ambulatório Virtual Móvel em São Luís
18/07/2012 – A portabilidade da telefonia móvel voltada para a assistência básica à saúde será o destaque que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apresentará em São Luís (MA), entre os dias 22 e 27 de julho, durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior evento científico do País. Este ano, a temática central da SBPC é ‘Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza’.
Diante da centralidade do tema proposto em 2012, por meio do projeto Ambulatório Virtual Móvel (AV Mobile), a UEA mostrará aos participantes da SBPC como é possível facilitar o atendimento de pacientes e o trabalho clínico na atenção primária a partir de telefones celulares e tablets, mesmo nas áreas mais remotas da região amazônica. O projeto consiste em um sistema prático que possibilita a troca de informações sobre casos clínicos em tempo real por meio da tecnologia e outros benefícios de comunicação agregados aos celulares e tablets, como o envio de fotografias, por exemplo. Em curto espaço de tempo, a inovação poderá trazer inúmeros benefícios ao ambiente da saúde em geral.
“O aplicativo foi concebido para possibilitar essa viabilidade sem a necessidade da internet que, na maioria das vezes, é inexistente ou funciona em condições precárias no interior do Amazonas”, explica um dos desenvolvedores do AV Mobile, Hortemar Silva.
Desenvolvido para proporcionar agilidade, praticidade e interatividade entre o médico regulador do Programa Nacional Telessaúde Redes* e os profissionais do interior do Amazonas, o Ambulatório Virtual Móvel nasceu da motivação da equipe de Telessaúde da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), da UEA. O projeto está em fase de teste há três meses. Por meio dele, o médico generalista cadastrado no sistema examina pelo celular (smartphone android, iPhone, etc.) ou iPAD os caso clínicos, analisa as informações (por meio do formulário sobre o diagnóstico) e as dúvidas e, em seguida, um especialista poderá ajudá-lo a esclarecer o que for necessário.
Com isso, é possível adotar a conduta médica correta para o caso. Implementações futuras do sistema contemplarão também os modelos Blackberry e outros telefones que utilizam o Windows Phone. Para Sandro Freitas, também programador do AV Mobile, o objetivo inicial é atender ao Amazonas, em específico as localidades do interior, fazendo uma interligação entre os municípios. “Médicos e especialistas poderão relatar as situações e preencher os formulários de atendimento e resolver as necessidades através do aplicativo”, acrescenta.
O médico e professor da ESA, Ricardo Amaral Filho, destaca a agilidade como o principal diferencial desse sistema genuinamente amazonense. “O sistema é didático, permitindo avanço tanto na resolutividade do problema quanto no campo educativo, pois os casos são compartilhados. Apenas médicos têm acesso ao aplicativo”, explica.
Durante a SBPC em São Luís, a UEA também será representada pelo reitor José Aldemir de Oliveira, pelo coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Jair Maia, que participará da reunião anual de Iniciação Científica, e pelos alunos que levarão 46 pôsteres para exposição e divulgação de pesquisas feitas na UEA. Os pôsteres ficarão em exibição de 23 a 27 de julho. Os trabalhos apresentados estão distribuídos em 16 subáreas do conhecimento e trazem resultados de pesquisas científicas, experiências e práticas de ensino-aprendizagem. Participam da sessão acadêmicos da Universidade oriundos de Tefé e Parintins, além da capital Manaus. No total, há 4816 trabalhos programados para a SBPC, com aproximadamente 960 pôsteres por dia.
No estande do Governo do Amazonas também serão mostrados relevantes pesquisas feitas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Secti), Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc), Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e Fundação Nokia de Ensino.
Telessaúde
Coordenado pelo Ministério da Saúde, o Programa Telessaúde Redes permite que profissionais de saúde troquem informações sem sair dos locais de atendimento, por meio de videoconferências e internet. Desta forma, evitando-se deslocamentos desnecessários do paciente, qualificam-se os diagnósticos e promovem-se as capacitações permanentes.
A iniciativa funciona articulada com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Atualmente, 1.733 estabelecimentos do SUS contam com o programa, em 1073 municípios de 12 Estados brasileiros.
O Polo de Telemedicina da Amazônia, que funciona na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), surgiu da necessidade de oferecer conteúdo educacional, aprimoramento técnico-profissional e assistência médica. Desde 2004, o Polo tem termos de cooperação técnica com as instituições da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com o Conselho Federal de Medicina, com a Rede Universitária de Telemedicina (Rute) e diversas outras instituições de ensino e Saúde no Brasil e no exterior, como a Universidade de Miami (EUA), Health Canada (Canadá), e Programa de Telemedicina do Alentejo (Portugal).
Fonte: Ascom UEA