Reunião com os coordenadores dos cursos de Engenharia do Amazonas discute futuras ações para o fortalecimento da área

Estratégias para evitar a evasão de alunos de graduação dos cursos de Engenharias do Amazonas e melhorar a qualidade do ensino da respectiva área foi a tônica da reunião que ocorreu, nesta terça-feira (03/06), no auditório Tauató, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). O encontro reuniu os coordenadores dos cursos de graduação de Engenharias do Amazonas para debater alternativas para reverter a evasão e melhor capacitar o aluno para a vida acadêmica e profissional.

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O encontro reuniu os coordenadores dos cursos de graduação de Engenharias do Amazonas para debater alternativas para reverter a evasão e melhor capacitar o aluno para a vida acadêmica e profissional. Foto: Fábio Ramos

Durante a reunião, a diretora técnico-científica da FAP, Andrea Waichman, apresentou novas ações a serem realizadas no âmbito do Programa Estratégico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Engenharias (Pró-Engenharias), em parceria com a Agência Brasileira de Inovação (Finep). O Programa é desenvolvido pela FAPEAM também em parceria com as Secretarias Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti/AM) e de Educação (Seduc) desde 2011. “As ações direcionadas ao ensino de graduação visam dar continuidade ao ciclo de formação às áreas das Engenharias, as quais contam com iniciativas pioneiras direcionadas ao Ensino Médio”.

Segundo Waichman, o objetivo da reunião foi apresentar o Programa Pró-Engenharias aos coordenadores e ouvir as proposições sobre a atual situação da área no Amazonas. Com as informações, a FAPEAM poderá melhorar e ampliar o Programa. Também foi prevista a realização de um workshop para estruturar um plano de médio e longo prazo que alavanquem as Engenharias,  com o engajamento e o compromisso dos coordenadores e dos gestores das instituições de Ensino Superior públicas e privadas do Estado.

“Queremos formatar um programa que traga uma nova realidade de formação aos alunos, permitindo vivenciar experiências inovadoras e capacitando-os para serem empreendedores. Com o Pró-Engenharias esperamos que, ao longo dos anos, os cursos de Engenharia do Estado se tornem referência no País, e que possamos ter resultados na formação de recursos humanos, na área de pesquisa e da inovação no mesmo nível que conseguimos atingir na área de saúde e de climatologia”, disse Waichman e afirmou que “essas áreas estão se tornando excelência e referência nacional e internacional, a partir do planejamento de ações por parte dos gestores e da comunidade científica e de investimentos contínuos da FAPEAM. Queremos o mesmo para as Engenharias”.   

Waichman disse que não se faz pesquisa hoje sem a cooperação. (Foto: Érico Xavier)
Waichman disse que o objetivo foi apresentar o Programa Pro-Engenharias aos coordenadores e ouvir as proposições sobre a atual situação da área no Amazonas. (Foto: Érico Xavier)

Para o coordenador do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Elias Simão Assayag, a reunião foi positiva, uma vez que tem como objetivo preparar o setor acadêmico para os editais que serão publicados. Ele salientou que foi o primeiro passo e a meta é alinhar a realidade local com as discussões nacionais para melhorar a formação do engenheiro no Estado e no País. 

Durante a reunião, Assayag propôs a criação de residência em Engenharia, curso de mestrado profissional em ensino de engenharia na modalidade a distância, a utilização de novas tecnologias de educação a distância para o ensino de engenharia, programas de bolsas de formação que se desenvolvam para os alunos ao longo de todo o curso de graduação. “As colocações feitas são parte das discussões nacionais que acontecem no fórum de coordenadores dos cursos de engenharia no País. Esses pontos colocados foram da última reunião em Salvador”, afirmou. 

Segundo o professor do curso de Engenharia Elétrica do Uninorte, Ricardo Barbosa, o encontro foi uma oportunidade para ouvir as propostas e tentar fechar parcerias que resultem em recursos para a realização de pesquisas com os alunos. “Temos cerca de 800 alunos. É preciso também ter mecanismos que propiciem alocar investimentos em faculdades particulares. Às vezes, as fontes estão travadas e direcionadas apenas às instituições públicas. Precisa-se ter equilíbrio. Entendo que também é preciso subsídios para que o professor se sinta motivado a participar do projeto”, declarou.

Luís Mansuêto – Agência FAPEAM


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