“É no momento de dificuldade que o processo de inovação entra na geração de riqueza, emprego e renda”


Médico e cientista, ele assumiu a presidência da Finep, em novembro de 2015, com a missão de reforçar o papel da agência no apoio à infraestrutura científica nos institutos e universidades

“É no momento de dificuldade que o processo de inovação entra na geração de riqueza, emprego e renda”

Para fortalecer os investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e a parceira com as instituições de ensino e pesquisa no Amazonas, o diretor da Agência Brasileira de Inovação (Finep), Wanderley de Souza, esteve em Manaus, na última semana, delineando ações no Estado.

Médico e cientista, ele assumiu a presidência da Finep, em novembro de 2015, com a missão de reforçar o papel da agência no apoio à infraestrutura científica nos institutos e universidades.

Em entrevista à Agência Fapeam, Wanderley de Souza ressaltou a parceria com o Governo do Amazonaspor meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e a importância dos investimentos no setor empresarial para alavancar a economia do País.

Confira:

Agência Fapeam: O senhor tomou posse da presidência da Finep, em novembro de 2015, tendo como um dos objetivos reforçar o papel da agência no apoio à infraestrutura científica nos institutos e universidades, em áreas estratégicas para o desenvolvimento científico do Brasil. Nesse contexto, como o Amazonas se insere nessa perspectiva de trabalho?

Wanderley de Souza:  Esse é um programa de âmbito nacional. Nós lançamos dois editais grandes, de R$ 200 milhões cada um, e, em todos os dois, teremos a parceria também das fundações estaduais. Então, no caso da região amazônica, aqui, no Estado do Amazonas, nós já estamos conversando sobre esse processo.

Tivemos o primeiro edital, já temos um conjunto de instituições do Amazonas que foram pré-selecionadas e, agora, é o momento de nós vermos com a Fapeam quantas dessas instituições iremos poder apoiar.

AF: Atualmente, vivemos um momento de crise econômica e de busca por soluções que auxiliem o desenvolvimento do País. Nesse período, o senhor acredita que os investimentos em Ciência, Tecnologia e, sobretudo, em Inovação, ganham ainda mais destaque?

“É no momento de dificuldade que o processo de inovação entra na geração de riqueza, emprego e renda”

“A universidade gera o conhecimento, gera novas metodologias, agora, quem efetivamente gera riqueza é o setor empresarial. Então, nós temos que apoiar o setor empresarial”, disse Wanderley de Souza.

Wanderley de Souza: Certamente. É no momento de dificuldade que o processo de inovação entra na geração de riqueza, emprego e renda. Agora, para isso, é preciso escolher. A ciência apoia todas as áreas, então, o trabalho da Fapeam, ao longo dos últimos anos, foi de montar uma infraestrutura científica que deve ser continuada com programas de fortalecimento. Mas, quando chega na hora da produção, você tem que verificar quais são as áreas em que as chances são maiores para o Estado, em função da sua biodiversidade e características.

Identificar projetos que efetivamente possam, rapidamente, gerar produtos. E essa é uma linha que nós temos de apoio, inclusive com empréstimos para empresas, empréstimos com juros mais baixos do que os praticados no mercado. Essa é uma linha que eu quero ver onde é que nós podemos auxiliar aqui no Estado.

AF: De que forma a Finep atuará para transformar os recursos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) em resultados práticos que poderão auxiliar no desenvolvimento do País?

Wanderley de Souza: Na forma de apoio às empresas. A universidade gera o conhecimento, gera novas metodologias, agora, quem efetivamente gera riqueza é o setor empresarial. Então, nós temos que apoiar o setor empresarial. Identificar quais são as áreas que o Estado tem mais vocação, (sei que estão havendo reuniões e estudos e, obviamente, isso tem que ser conduzido a nível local), e verificar que forma a gente pode atuar conjuntamente, Finep, Fapeam, Secretaria de CT&I, Agência de Desenvolvimento do Estado.

AF: A Finep tem um parceria de longa data com a Fapeam em programas e projetos voltados à infraestrutura e inovação. Como essa parceria se delineará para este e os próximos anos?

Wanderley de Souza: Nós temos que ampliar, essa é a nossa intenção. Já temos uma história boa de relacionamento e temos que aprofundar isso. Nesses momentos de crise, mais difíceis, é quando a gente tem mais tempo para poder discutir e fazer escolhas. E, uma vez escolhendo a área, apoiar firmemente. Vamos esperar que o segundo semestre seja de muitas possibilidades, é nisso que estamos apostando.

Francisco Santos / Agência Fapeam

Fotos: Francisco Santos / Agência Fapeam

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