Embrapa apresenta tecnologias sustentáveis para cultivo de guaraná
Com as mudas de clones selecionados de guaranazeiro, resultado de melhoramento genético feito pela Embrapa, e a adoção das práticas recomendadas, a produtividade média dessa cultura pode ser elevada dos atuais 150 quilos de sementes secas por hectare, obtidos no Amazonas, para mais de 640 quilos e até chegar a 1 tonelada por hectare ao ano, segundo informações do pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Firmino José do Nascimento Filho. Isso é possível porque essas mudas clonais são feitas a partir de plantas selecionadas que apresentam produtividade acima da média da região. Além de serem também resistentes às principais pragas e doenças que afetam esse tipo de cultivo no Amazonas, sendo uma opção para se evitar a utilização de agrotóxicos.
O chefe de Pesquisa da Embrapa Amazônia Ocidental, Celso Azevedo, destacou que essas novas cultivares se destinam a contribuir para a sustentabilidade da agricultura na Amazônia, em termos econômicos, ambientais e sociais. Celso citou que essas vantagens estão presentes nas novas cultivares de guaraná à medida que permitem produzir mais sem exigir maiores áreas; evitam uso de agrotóxicos para controle de pragas e doenças; e têm sua importância social pelo fato de agregar tecnologia de baixo custo para pequenos agricultores que trabalham com a cultura do
guaraná no Amazonas.
No dia de campo, foram apresentadas as novas cultivares e explicado sobre a nutrição mineral e adubação do guaranazeiro, manejo integrado de plantas daninhas, além de informações sobre pragas e doenças que afetam essa cultura.
Na abertura do dia de campo, a chefe-geral, Maria do Rosário Lobato, citou exemplos de como as pesquisas da Embrapa no Amazonas abrem alternativas para viabilizar a agricultura mantendo a floresta em pé e contribuem para a geração de renda na produção rural. O senador João Pedro (PT-AM), presente na abertura do dia de campo, disse que o guaraná é um fruto que tem a cara do Amazonas e que aquele momento demonstrava os esforços no avanço do conhecimento para melhorar a produção no Estado com zelo ambiental.
Entre o público de aproximadamente 50 pessoas, estavam presentes um grupo de agricultores descendentes de japoneses interessados em investir no cultivo de guaraná orgânico visando alcançar nichos de mercado no Japão. Também estavam presentes 12 agricultores do assentamento Iporá, localizado no Km 128 da rodovia AM-010, cujo interesse era obter informações para inserir o guaraná em seus cultivos e diversificar a produção. Na opinião do técnico do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam), Edmilson Larai, as informações apresentadas se mostraram muito úteis principalmente porque uma das vantagens dos clones é o seu desenvolvimento mais rápido, pois reduzem o tempo de produção de mudas de 1 ano para apenas seis meses.
As quatro novas cultivares de guaraná, desenvolvidas pela pesquisa serão lançadas no mercado em 2010, com o nome de BRS Luzeia, BRS Munduracânia, BRS Cereçaporanga e BRS Andirá. Além destas, a Embrapa já lançou 12 cultivares de guaraná que estão disponíveis e apresentam bom desempenho para vários municípios do Amazonas.



























